spread bancário faz bastante sentido para o investidor do setor de bancos

Muitos são os termos, expressões e significados presentes no mercado financeiro e, neste contexto, a definição do spread bancário pode ser frequentemente percebida dentre essas dificuldades iniciais.

Entender o conceito do spread bancário pode significar uma vantagem para investidores simpatizantes do Value Investing, principalmente para os que tem afinidade por investir no setor bancário.

Neste sentido, o intuito deste artigo é fornecer uma diretriz clara sobre os principais pontos a serem destacados no que diz respeito à essa variante muito presente no setor de bancos como um todo.

Conceito

O spread bancário é definido como a diferença das taxas de juros entre a arrecadação e os empréstimos que os brancos submetem o capital que possuem a fim de gerarem valor nas suas operações.

Em outras palavras, pode-se interpretar este conceito como a variação entre os juros que uma instituição bancária paga ao captar dinheiro (seja de correntista, seja de sócio, seja do mercado, ou de outras fontes) e as taxas que a mesma cobra ao emprestar esse capital a terceiros.

Geração de lucro para os bancos

Assim sendo, quanto maior for esta métrica para um banco, maior é o lucro nas suas operações no geral.

Este é, portanto, o jogo do dinheiro, no qual as instituições procuram, a todo momento, tentar reduzir as margens que pagam pelo capital, ao passo que buscam, também e constantemente, maximizar os seus ganhos.

É interessante destacar, ainda, que normalmente estão também incluídos no spread bancário alguns impostos como o CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Investidores do mundo todo se sentem atraídos a aplicar seus recursos nos bancos brasileiros pois o nosso país é conhecido por ter um dos maiores spreads bancários do planeta.

É interessante também de se atentar que essa margem financeira cobrada pelos bancos é um valor que varia de instituição para instituição e que é acrescido à habitual taxa de juros cobrada pelo empréstimo em questão.

Custos do spread bancário

Existem diversas formas de uma instituição desenvolver o seu modelo de custos e, com isso, aumentar a sua rentabilidade no decorrer do tempo.

Dentre elas é possível destacar:

  • Custos de cunho fiscal: são os impostos e o compulsório, tanto a prazo quanto à vista, que o governo aumenta ou diminui conforme o dinheiro que pretende tirar ou injetar na economia.
  • Custos do risco de inadimplência: normalmente os bancos embutem a previsão de perda ou inadimplência à suas taxas. Quanto maior o risco de uma transação, maiores os juros cobrados.
  • Custo de captação: normalmente é atrelado à quanto custa o dinheiro para o banco tendo em vista que a referência é sempre a Selic.
  • Despesas administrativas: custos com agências e funcionários (quanto maiores esses custos, maiores as taxas a serem cobradas, em teoria).
  • Margem líquida ou receita do banco em questão.

Conclusão

É possível perceber, acima, que quanto maior for esta métrica para uma certa companhia, maior será, em tese, a sua rentabilidade no curto/médio prazo.

É preciso sempre se atentar, entretanto, que nunca devemos analisar qualquer que seja uma empresa apenas olhando um ponto, e sim observar o contexto como um todo, assim como os diversos outros indicadores importantes presentes em um estudo de fundamentos.

Obviamente, como consumidores, tendemos a achar desvantajosa a negociação com bancos que operam com altos níveis desta métrica.

Entretanto, ao observarmos pela ótica de investidores, perceberemos que fará total sentido a associação a empreendimentos financeiros operantes com taxas elevadas de juros.

Portanto, graças ao mercado de capitais estruturado primordialmente pelo sistema capitalista, temos uma democrática oportunidade de nos associar a instituições financeiras que operam com altos spreads bancários e que são lucrativas e perenes ao longo do tempo, basta, para isso, que se faça um estudo e análise qualificados para perceber o momento certo de se vincular à essas vitoriosas estruturas empresariais tão importantes para a economia do país.

Comentários

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

©2017 SUNO RESEARCH | Investimentos inteligentes

[i]
[i]

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?

Create Account