riscos tesouro direto
Por: Tiago Reis

Riscos Tesouro Direto: descubra quais são os 3 principais riscos do TD

Todo investimento possui riscos. Até mesmo nos produtos de renda fixa, conhecidos por sua maior segurança, uma série de riscos continuam presentes. Isso inclui, por exemplo, até mesmo investimentos em títulos públicos. Nesse caso, nem sempre os investidores se dão conta disso, e muitos não sabem como lidar com os chamados riscos Tesouro Direto.

Logo, se você está considerando investir em títulos públicos é muito importante conhecer os riscos Tesouro Direto. Embora sejam considerados investimentos de baixíssimo risco por diversos fatores que serão elencados ao longo do artigo, este investimento ainda possui certos fatores que não podem ser ignorados.

Riscos de investir no Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um tradicional produto de renda fixa. Por isso, os riscos de investir no Tesouro Direto são basicamente os mesmos de qualquer outro produto desse tipo, mas sempre com as particularidades específicas desse tipo de ativo. Os riscos são:

Antes de detalhar os aspectos principais de cada risco é importante lembrar que existem diversos títulos disponíveis no Tesouro Direto.

Esses títulos são divididos em 3 principais tipos. São eles:

  1. Tesouro Selic: Investimento pós fixado com rendimento igual à variação da Selic no período.
  2. Tesouro IPCA+: Título que paga como remuneração a inflação mais uma taxa prefixada no momento da compra.
  3. Tesouro Prefixado: Título cujo a rentabilidade é totalmente prefixada.

Os riscos irão afetar de forma diferente cada título. Por isso, tenha em mente que tipo de título você deseja comprar ao analisar os riscos de investir no Tesouro Direto.

riscos de investir no Tesouro Direto

Risco de liquidez do Tesouro Direto

O risco de liquidez é o risco de não conseguir transformar um ativo financeiro em dinheiro líquido em tempo hábil e sem perdas financeiras.

Existem ativos super líquidos, como a moeda. Que é considerado o ativo mais líquido do mercado.

E existem ativos menos líquidos, como por exemplo, um imóvel, que leva um certo tempo para efetuar uma venda a um preço desejado.

O Tesouro Direto é considerado um ativo de alta liquidez. Isto porque o Governo Federal, o credor dos títulos, garante a recompra do título diariamente.

O pagamento no valor de mercado do título é efetuado no dia seguinte à venda. Portanto, em apenas um dia, se desejar, você consegue resgatar o seu título com pouquíssimo trabalho.

Apenas em momentos de extrema turbulência que a negociação do Tesouro Direto pode ser suspensa. Porém, ela tende a retomar ao normal no máximo em alguns dias.

Risco de crédito do Tesouro Direto

O risco de crédito é o risco de o credor não honrar com o pagamento de sua dívida.

Ou seja, no caso do Tesouro Direto, como o credor é o Governo Federal, este teria de deixar de honrar com seus pagamentos. Portanto, entrar em moratória.

A inadimplência no âmbito federal traz inúmeras consequências drásticas para a economia.

Por isso, é algo evitado a todo custo.

Além disso, o Governo Federal é considerado o credor de menor risco na economia. Isto porque ele possui o poder de emitir moeda.

Assim, o risco de crédito do Tesouro Direto é considerado baixo.

Risco de mercado do Tesouro Direto

O risco de mercado é o risco de oscilação no preço de um ativo ao longo do período de investimento.

É aqui que o risco será diretamente influenciado pelo tipo do título.

Primeiramente, quanto mais longo o título, maior o risco de mercado. Pois você estará exposto ao risco por mais tempo.

Então, o Tesouro Selic, por ser pós fixado, possui um baixo risco de mercado.

O Tesouro IPCA+ é indexado à inflação. Isto reduz o seu risco. Porém, o fato de ele possuir prazos longos acaba por elevar o seu risco de mercado.

Por fim, o tesouro prefixado pode algumas vezes ser o título mais arriscado disponível. Isto ocorre pois ele não protege o investidor da inflação. Assim, caso a economia entre em um estado de alta inflação, esse investidor pode não obter ganhos reais.

Conclusão

Esses são os três principais riscos Tesouro Direto. Porém, para conhecer mais sobre todas as vantagens e desvantagens desse tipo de investimento, não perca tempo: acesse já o nosso minucurso gratuito Investindo no Tesouro Direto e aprenda tudo sobre um dos produtos de renda fixa mais populares do Brasil.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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