O Ibovespa encerrou a última semana registrando 92.875 pontos, o que representou, na última sexta-feira (12), uma variação negativa de -1,98%. Na sessão daquele dia, as ações da Petrobras (PETR3) puxaram o índice para baixo. No acumulado da semana, a variação do índice foi também negativa, de -4,36%. Em 2019, entretanto, o principal índice das ações da bolsa de valores do Brasil segue positiva, de +5,68%.

Já o Ifix – Índice representativo aos Fundos Imobiliários – encerrou a última sexta-feira com uma queda de -0,14%, aos 2.483 pontos. No acumulado da semana, a sua alternância foi também negativa, de -0,06%, sendo que, no acumulado do ano, o índice segue em alta, de +5,59%.

Dentre os acontecimentos da semana, não poderia deixar de ser comentado o fato que aconteceu na última quinta-feira (11), quando, na noite daquele dia, o presidente Jair Bolsonaro cancelou o reajuste de 5,7% nos preços do diesel nas refinarias. Isso fez com que as ações da Petrobras (PETR3) caíssem 8,54 %, fechando a semana sendo negociadas a R$ 29,13.  De acordo com o reajuste proposto pela estatal, o valor passaria de R$ 2,1432 para R$ 2,2662 já na sexta-feira, de acordo com a nova política de reajuste.

Ainda em relação a esse assunto, nas últimas semanas, cresceu a preocupação do governo com uma possível greve dos caminhoneiros. O setor estaria insatisfeito com o não cumprimento da tabela de fretes. Vale aqui lembrar que a categoria realizou uma greve em maio de 2018, que paralisou o Brasil por 11 dias, por conta do preço do diesel, além de apontar outras reivindicações.  A manifestação acarretou em sérias consequências para diversos setores da economia. A greve desorganizou as cadeias de distribuição em todo o País. Por isso, o então presidente Michel Temer concordou em acatar algumas reivindicações da categoria. Ente elas, uma nova política de aumento de preços da estatal petrolífera.

Em nota divulgada na noite de quinta-feira (11), a Petrobras informou que tomou a decisão com base na sua estratégia de reajuste de preços e que “revisitou sua posição de hedge (proteção) e avaliou ao longo do dia, com o fechamento do mercado, que há margem para espaçar mais alguns dias o reajuste no diesel”. Além disso, a estatal ressaltou que mantém a política de alinhamento com os preços do mercado internacional.

Ainda em relação aos acontecimentos da semana, porem em relação ao ambiente econômico, vale mencionar aqui o anúncio feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (10) de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 0,75% em março. O IPCA no terceiro mês do ano foi superior a quanto registrado em fevereiro, quando tinha sido de 0,43%. Essa foi a maior alta para um mês de março nos últimos quatro anos. Em 2015 a inflação oficial tinha sido de 1,32%. A previsão dos analistas para 2019 é de uma inflação de 3,90%, abaixo da meta central, fixada em 4,25%. A projeção do IPCA é divulgada semanalmente no Boletim Focus, pesquisa realizada pelo Banco Central com as 100 principais instituições financeiras do País. No acumulado de 12 meses até março, o IPCA registrou alta de 4,58%, contra alta 3,89% do mês anterior.

Outro ponto de destaque na semana foi quando o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, destacou, durante evento nos Estados Unidos, que uma de suas prioridades na instituição é ampliar e tornar mais democrático o mercado de capitais no país, com a participação de mais famílias e empresas. A afirmação fez parte de apontamentos das apresentações que Campos Neto fez nas reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que seguem acontecendo desde o último dia 10 e vão até o próximo domingo (14), em Nova York e Washington. O evento reúne ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do G20 (grupo formado pelas 20 maiores economias mundiais) e do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além de investidores de diversos países.

Segundo o presidente do BC, é preciso buscar as mudanças que permitam o desenvolvimento do mercado brasileiro de capitais. “A esse respeito, medidas de ajuste fiscal também podem contribuir. Colocar as contas públicas em um caminho equilibrado, através de um ajuste fiscal e de uma reestruturação patrimonial, gera efeitos multiplicadores no mercado de capitais, resultando em maior diversificação desse mercado e aumento do número de transações. ” Campos Neto ressaltou ainda a importância de reduzir o custo da intermediação financeira, aumentando a eficiência desse serviço e a concorrência, e de tornar os mercados financeiros mais abertos a todos os tipos de agentes: pequenos e grandes, nacionais e estrangeiros.

Diante de tais acontecimentos, nós, da Suno Research, seguiremos atentos e vigilantes, principalmente no que tange o reflexo dos acontecimentos na variação dos preços dos ativos negociados na bolsa de valores, de modo que, dessa maneira, consigamos proporcionar, como sempre destacamos, excelentes oportunidades de investimentos àqueles investidores de valor, focados nos fundamentos dos ativos e em suas perspectivas de longo prazo, e que creditam e confiam em nossas teses de investimentos.

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