Por: Suno Research

Resumo da Semana: Paralisação de caminhoneiros e queda em índices da bolsa

O Ibovespa encerrou a semana registrando 78.898 pontos, o que representou, ao término do pregão de ontem (25), uma variação negativa de -1,53%. No acumulado da semana, a variação foi também negativa, de expressivos -5,04%. No acumulado de 2018, contudo, o Ibovespa segue com uma variação positiva de 3,27%.

Já o Ifix – índice referente à movimentação média dos fundos imobiliários – apresentou, no pregão de ontem, uma queda de -0,12%, encerrando o dia registrando 2.207 pontos. Na semana, a queda foi mais acentuada, demonstrando uma redução de 1,96% no índice. Como consequência, em 2018, a variação do Ifix se apresenta também negativa, de -0,89% nos primeiros cinco meses do ano.

No que diz respeito aos acontecimentos da semana, sem dúvida alguma o maior destaque se fez através da paralisação dos caminhoneiros iniciada na última segunda-feira (21), motivada pelo protesto que ocorre em todo o país e cobra a aprovação do Projeto de Lei 528, que estabelece um piso para o frete de combustíveis no país.

Além disto, a categoria reivindica a redução no preço do óleo diesel e a criação de uma tabela compensatória, que pague aos motoristas por quilometro rodado.

Como consequência de tais atos, pontos relevantes foram observados, como o impedimento de circulação de mercadorias em várias partes do país, resultando em cancelamento de voos por falta de combustíveis, aumentos nos preços de gasolina e etanol (em postos aonde ainda se oferece combustíveis), dificuldades na distribuição de botijões de gás de cozinha, redução nas frotas de transporte público em várias cidades, além de falta de oferta de produtos – principalmente de perecíveis – em diversos supermercados em várias regiões do Brasil.

Adicionalmente, companhias abertas também anunciaram, por meio de notas, dificuldades operacionais por conta do transtorno causado em meio às reivindicações. Empresas de setores como celulose e papel, fornecedoras de peças e equipamentos da cadeia automobilística, frigoríficos, produtoras e distribuidoras de produtos químicos, fabricantes de motores, locadoras de veículos, entre outras companhias de diversos outros segmentos relataram contratempos em suas frentes de trabalho.

Diante de tal conjuntura, um acordo foi anunciado, na noite de quinta-feira (24), para suspender paralisação por 15 dias. Mesmo assim, os caminhoneiros continuaram com os bloqueios. Ontem (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu uma liminar (decisão provisória) autorizando o uso das forças de segurança pública para o desbloqueio de rodovias ocupadas por caminhoneiros grevistas. A liminar de Moraes atendeu a um pedido do governo federal.

Adicionalmente, a pedido do governo, Moraes impôs multa de R$ 100 mil por hora às entidades que atuarem nas interdições de vias, além de multa de R$ 10 mil por dia para motorista que esteja obstruindo a pista.

Vale lembrar, ainda, que após a negociação do governo com os caminhoneiros, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta quinta-feira (24) que a União deverá repassar R$ 4,9 bilhões à Petrobras neste ano como compensação para conter preço do diesel.

Depois de mais de sete horas de reunião, o governo propôs aos caminhoneiros, entre outros pontos, manter a redução de 10% do preço do óleo diesel nas refinarias e reajustar o preço com periodicidade mínima de 30 dias.

“A estimativa que temos hoje é de R$ 700 milhões por mês [que serão repassados pela União à Petrobras]. Se estamos pensando nessa base, até o final do ano dá R$ 4,9 bilhões. Esse valor pode ser menor, porque depende do preço do petróleo e do câmbio. E nós vamos ter que acertar isso mês a mês”, declarou Guardia nesta quinta.

Diante desse contexto, fica claro perceber que o ano eleitoral de 2018 pode ainda apresentar conjunturas bastante desafiadoras para o atual governo, o que pode gerar, de maneira direta, condições que possam proporcionar cenários de queda interessantes no mercado de capitais e, por consequência, oportunidades de compra de bons ativos a preços descontados e que ofereçam representativas margens de segurança para investidores de valor focados no longo prazo.

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