O índice Ibovespa encerrou a última semana registrando 85.641 pontos, o que representou, na sexta-feira (09), uma variação positiva de +0,02%. Na semana, contudo, a variação do índice foi negativa, seguindo a direção contrária do que foi observado logo após o resultado do segundo turno das eleições. Dito isso, o principal índice das ações negociadas na bolsa de valores brasileira terminou o acumulado dos últimos 5 dias de negociações na bolsa com -3,14%. Em 2018, no entanto, sua variação continua positiva, de expressivos +12,09%.

Paralelamente, o Ifix – índice representativo dos Fundos de Investimentos Imobiliários – terminou o pregão de ontem aos 2.260 pontos, o que representou uma variação positiva de +0,28%. Na semana e no acumulado do ano, o mesmo índice apresentou alternâncias também positivas, de +0,43% e +1,52%.

Dentre os destaques da semana, vale mencionar a divulgação feita pelo Banco Central na segunda-feira (05) através do relatório Focus, que apontou uma redução do IPCA no fechamento do ano indo de 4,43% para 4,40%. Para 2019, a estimativa dos analistas é que o índice oficial de inflação encerre o período em 4,22%, mesmo patamar da semana anterior. Para a taxa de câmbio, houve redução nas projeções de 2018, com os economistas vendo o dólar chegando no ao final do ano em R$ 3,70 e não mais R$ 3,71. Para o encerramento de 2019, a aposta foi mantida em R$ 3,80.

Os números dos deste ano e do calendário seguinte também ficaram inalterados para a taxa Selic, com os analistas apostando em 6,50% no fechamento de 2018 e de 8,00% em 2019. Já para 2020, a aposta é também de 8,00%. Em relação ao crescimento da economia brasileira, a pesquisa Focus manteve a aposta do PIB em 1,36% em 2018 e também em 2,50% em 2019. O Relatório Focus é uma pesquisa realizada semanalmente com analistas do mercado financeiro e que demonstra suas perspectivas para a economia do país.

Outro ponto de atenção, porém voltado para o mercado internacional, se fez através da informação de que o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) manteve na quinta-feira (8) as taxas de juros na faixa de 2% a 2,25%. A decisão já era esperada pelo mercado.

No comunicado, após a decisão, o Comitê de Política Monetária (Fomc, na sigla em inglês) indicou que houve pouca mudança na economia dos EUA desde a reunião de setembro. Além disso, pontuou que a inflação permanece perto da meta de 2% e que o desemprego está caindo.

As próximas taxas de juros levarão em conta uma série de informações, incluindo as condições do mercado de trabalho e indicadores de inflação, além das condições internacionais. Neste ano, o Fed já subiu os juros três vezes. O mercado avalia que as taxas devem voltar a subir em dezembro. Além disso, projeta três aumentos em 2019 e um no início de 2020.

Por fim, o mercado financeiro seguiu com a atenção voltada, essa semana, para a continuação das divulgações dos resultados referentes ao terceiro trimestre do ano por parte das companhias abertas. Pelos números apresentados pelas principais empresas, é possível entender que a recuperação econômica está, de fato, se tornando mais concreta e real nesse ano de 2018.

Por conta disso, é possível que os ativos negociados na bolsa de valores apresentem uma margem de segurança mais reduzida nos próximos meses. No entanto, sabemos que o Brasil é um país de oportunidades e, em função disso, seguiremos acompanhando de perto o andamento do desempenho das companhias – tanto nacionais quanto internacionais – e também dos fundos imobiliários, sempre de modo a repassar a nossos assinantes aquelas que julgamos serem as melhores oportunidades de investimentos sob a nossa avaliação.

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