O Ibovespa encerrou a última sexta-feira (30) registrando 89.552 pontos, o que representou, naquele dia, uma baixa de -0,18%. No acumulado da semana e do ano, no entanto, o índice segue com altas de, respectivamente, +3,85% e +17,21%.

Já o Ifix, diferentemente do Ibovespa, apresentou uma alta de inexpressivos +0,02% no último dia de negociações na bolsa de valores. Na semana e no ano de 2018, o principal índice referente aos Fundos Imobiliários também apresenta alta, porém de +0,74% e +3,32%.

Dentre acontecimentos da semana, um que merece grande destaque se fez através da notícia divulgada na segunda feira (26) de que a oferta de fundos imobiliários no Brasil chegou a R$ 10,2 bilhões, sendo esse o maior volume desde 2013. Esta oferta recorde de fundos imobiliários foi impulsionada por uma combinação de fatores, entre eles, juros baixos, menor taxa de vacância de imóveis comerciais e um ambiente político menos incerto. O montante já é quase duas vezes superior ao total de ofertas autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2017. Naquele ano a oferta tinha sido de R$ 5,24 bilhões. Em 2013 a oferta de fundos imobiliários foi de R$ 10,49 bilhões. A CVM tem a competência de registrar esse tipo de ofertas de cotas.

Outra notícia de grande relevância foi feita quarta-feira (28), quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 11,7% no trimestre encerrado em outubro, mas que ainda atinge 12,4 milhões de brasileiros. Essa foi a sétima queda mensal seguida do desemprego no país e da taxa mais baixa desde o trimestre terminado em julho de 2016, quando foi de 11,6%. Segundo o instituto, a queda foi puxada mais uma vez pelo aumento do número de trabalhadores sem carteira e por conta própria, que bateram recorde. Em termos de contingente, o número de desempregos é o menor desde dezembro do ano passado, quando o país reunia 12,3 milhões de desocupados. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de pessoas que procuram trabalho e não encontram caiu 3,1% (menos 389 mil pessoas).

No mesmo dia, também foi divulgado ao mercado, porém pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre – FGV), o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) que, depois de ter fechado outubro com alta de 0,89%, despencou em novembro, ao fechar com deflação (inflação negativa) de 0,49%, uma retração de 1,38 ponto percentual em relação a outubro. Com o resultado de novembro, o índice acumulado no ano apresenta alta de 8,71%, enquanto a taxa dos últimos 12 meses (inflação anualizada) teve alta de 9,68%. Em novembro do ano passado, o índice havia subido 0,52% e acumulava queda de 0,86% em 12 meses.

Por fim, mas não menos importante, vale lembrar o informe feito também pelo IBGE, mas na sexta-feira (30), de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8% no 3º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores. Em relação ao 3º trimestre de 2017, a alta foi de 1,3%. Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,716 trilhão no trimestre. Esse foi o melhor resultado trimestral no ano até o momento.

Diante dos acontecimentos, seguiremos vigilantes ao mercado financeiro nesse último mês do ano de 2018. Acreditamos que seja possível que boas oportunidades de investimentos se mostrem viáveis para investidores de valor e, por conta disso, continuaremos de prontidão no intuído de proporcionar boas oportunidades de aplicações financeiras àqueles que creditam em nossas teses e premissas de investimentos.

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