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    Resumo da Semana: Ibovespa opera em queda, Reforma da Previdência segue para segundo turno, Ab Inbev cancela IPO e BRF desiste da fusão com Marfrig

    Ibovespa

    O índice Ibovespa encerrou a última semana registrando 103.906 pontos, o que representou, na sexta-feira (12), uma queda de -1,18%. No acumulado da semana, a variação do principal índice das ações brasileiras foi levemente negativa, de -0,18%. No acumulado do ano, a variação do Ibovespa segue positiva, em +18,22%.

    Ifix

    Já o Ifix – índice referência dos Fundos Imobiliários – encerrou a sexta-feira (12) aos 2.624 pontos, após uma variação quase insignificante de -0,05% no dia. No acumulado da semana, a variação foi negativa, de -0,65%. Já no acumulado do ano, a variação do Ifix segue positiva em +11,59%.

    Reforma da Previdência é aprovada no plenário, mas sofre alterações

    Na última quarta-feira (10), o texto principal da Reforma da Previdência foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados, entretanto, o texto recebeu diversas propostas de alterações, das quais cinco foram aprovadas.

    • O tempo mínimo de contribuição ao INSS dos homens caiu de 20 para 15 anos;
    • A idade mínima de aposentadoria para policiais federais e outros agentes ligados à federação caiu para 53 anos para os homens e 52 anos para as mulheres;
    • Redução da idade mínima de aposentadoria para professores de 58 anos para os homens para 55 anos, enquanto para as mulheres, a redução foi de 55 para 52 anos;
    • O tempo de contribuição necessária para que as mulheres tenham direito à aposentadoria integral (100%) também foi reduzido de 40 para 35 anos;
    • Por fim, foi aprovado uma emenda para garantir a quem não tem renda formal algum benefício do INSS.

    Com a aprovação das mudanças, o primeiro turno na Câmara foi integralmente encerrado. O texto deve seguir para o plenário da Casa para o segundo turno de votação em agosto.

    Com a aprovação, a proposta segue para o Senado e, caso seja aprovada, será promulgada pelo Congresso e se tornará uma emenda à Constituição.

    Com as mudanças, estima-se que a economia da reforma caia para cerca de R$900 bilhões nos próximos dez anos.

    AB InBev desiste de IPO na Ásia

    A AB InBev, companhia controladora da AmBev, desistiu na sexta-feira de realizar o que seria o maior IPO do ano, informando que não dará seguimento ao procedimento de listagem de sua unidade asiática Budweiser – Brewing Company APAC – na bolsa de Hong Kong, devido a “condições prevalecentes no mercado”.

    Agora, a unidade pode tentar listar novamente suas ações na mesma bolsa ou em outras, mas terá de submeter novos documentos cujos dados financeiros devem estar mais atualizados.

    O cancelamento do IPO aumenta as dificuldades em aquisições na Ásia e na redução da dívida da companhia global.

    • Tal unidade é responsável por vender mais de 50 marcas, dentre as quais constam Budweiser, Stella Artois, Corona e Hoegaarden;
    • A previsão era de levantar um volume financeiro da ordem de US$ 8,3 bilhões a US$ 9,8 bilhões;
    • Segundo a consultoria Dealogic, este é o terceiro maior IPO não realizado;
    • A dívida líquida da AB InBev atingiu mais de US$ 100 bilhões, conforme o gráfico abaixo.

    BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3) desistem de fusão

    As empresas emitiram comunicados na quinta-feira, afirmando que desistiram de unir seus negócios. O projeto havia sido anunciado há pouco mais de 40 dias. Segundo os comunicados, a decisão foi de mútuo acordo, motivada por não se ter conseguido atingir um acordo quanto aos termos e condições relacionados à governança da companhia combinada, caso a transação viesse a ocorrer.

    • Houve resistência de importantes acionistas da BRF, como os fundos de pensão Petros e Previ, que juntos possuem cerca de 20% da companhia;
    • No lado da Marfrig, Marcos Molina, fundador e principal acionista pretendia ter uma fatia na empresa resultante que não foi bem aceita.
    • Molina detém 35% de participação na Marfrig. Nos termos da fusão, os acionistas da Marfrig teriam 15% da companhia resultante e, por consequência, Molina teria apenas cerca de 5,5%.
    • As companhias afirmaram que o cancelamento da fusão não afeta contratos e acordos já existentes entre elas.