O Ibovespa encerrou o pregão de ontem (11) registrando 85.220 pontos, o que representou uma queda de -0,75% no dia. Contudo, mesmo com tal queda registrada no dia, a variação semana foi positiva de 2,53%, ao passo que, no acumulado do ano até agora, a alta segue também positiva, de expressivos 11,54%.

Já o Ifix – índice relacionado à média da variação dos preços dos Fundos Imobiliários negociados em bolsa – apresentou praticamente nenhuma variação no dia de ontem, haja vista que sua variação, apesar de positiva, foi de apenas 0,02%, tendo o Ifix, com isso, fechado o pregão registrando 2.303 pontos. Na semana, a sua variação foi negativa em -1,05%, porém, em 2018 até então, a sua alta apresenta 3,44%.

Em relação aos fatos ocorridos na última semana, o mais relevante, sem dúvidas, se deu através do anúncio feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quinta-feira (10), o qual informava que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,22% em abril, registrando uma aceleração em relação aos 0,09% de março. No acumulado no ano está em 0,92%, o menor nível para os 4 primeiros meses do ano desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Em 12 meses, a inflação acumulada subiu para 2,76%, depois de registrar 2,68% nos 12 meses imediatamente anteriores. Mesmo assim, segue bem abaixo do piso da meta do Banco Central, que é de 3%, mantendo aberto o espaço para o Banco Central seguir com os planos de cortar mais uma vez os juros básicos, atualmente em 6,5% ao ano.

A expectativa do mercado para a inflação em 2018 ficou estável em 3,49% na semana passada, segundo última pesquisa focus do Banco Central. O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

Vale ressaltar, diante de tal conjuntura, que a meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 6,5% ao ano. Com a inflação persistentemente fraca, a expectativa o mercado é de novo corte de 0,25 ponto percentual no encontro da próxima semana.

É importante lembrar, também, que o IPCA e a Selic costumam caminhar de mãos dadas e que o governo comumente aumenta a Selic para tentar conter um eventual aumento da inflação (incentivando o investimento em detrimento do consumo). Outra lembrança importante nesse sentido é que a diferença entre a taxa de juros e a inflação, é que se define como juro real.

Dito isso, aumenta-se a expectativa para o resultado da próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), marcada para 15 e 16 de maio, evento no qual se costuma definir os rumos da Taxa Selic, tendo em vista que, ao se reajustar a taxa para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao se reduzir os juros básicos, a tendência do Copom é baratear o crédito e incentivar a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Por fim, a semana foi marcada, também, pela continuação da divulgação dos resultados do primeiro trimestre do ano pelas companhias abertas, acontecimentos esses que seguimos acompanhando de perto e repassando os principais detalhes das empresas presentes em nossas carteiras recomendadas a nossos assinantes através de nossos relatórios semanais.

Seguimos vigilantes, sempre na busca de boas e novas oportunidades de investimentos, mantendo sempre o foco em aplicações de cunho compatível com a estratégia de Value Investing e em um horizonte de longo prazo.

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