O Ibovespa encerrou o dia de ontem (29) apresentando uma alta de +1,39%, registrando 72.763 pontos. Na semana, a variação também foi positiva – contrariando a tendência que se observava nos últimos meses – porém em +3%. No acumulado do ano até então, no entanto, o índice apresenta uma oscilação negativa de -4,76%.

Fonte: Economatica – Suno Research

Paralelamente, o Ifix – índice representativo dos Fundos Imobiliários – apresentou um comportamento semelhante ao do Ibovespa na semana que se passou, haja vista que tal indicador apresentou uma alta de +0,68% no pregão de ontem, encerrando o dia registrando 2.125 pontos. Na semana, o índice também apresentou uma alta, dessa vez de 1,47%. Em 2018, contudo, a variação é negativa de -4,55%.

Fonte: Economatica – Suno Research

Como destaque da semana, o principal acontecimento girou em torno da divulgação feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na quinta-feira (28), de que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) encerrou o mês de junho com alta de 1,87%, ante avanço de 1,38% no mês anterior, sob o peso da alta dos preços dos alimentos como consequência da greve dos caminhoneiros que afetou o abastecimento no país no final de maio. É válido lembrar que o IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, acelerou a alta em junho a 2,33%, de 1,97% no mês anterior. No IPA, os preços dos Produtos Agropecuários avançaram 3,03% no mês, contra avanço de 0,98% em maio.

Por fim, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, mostrou que a pressão no varejo foi maior em junho ao subir 1,09%, contra alta de 0,26% antes. A principal contribuição para o movimento foi dada pelo grupo Alimentação, que teve um aumento de 1,55% sobre variação positiva de 0,06% no mês anterior. A FGV informou, ainda, que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,76% no mês de junho, depois de subir 0,30% anteriormente.

Outro ponto de relevância feita na semana foi o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que foi divulgada também na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a instituição, a referida pesquisa que indica que o nível de ocupação do mercado de trabalho no país fechou maio último em 53,6%, uma redução de 0,3 ponto percentual frente ao trimestre anterior, quando o nível foi de 53,9%

A força de trabalho – pessoas ocupadas e desocupadas – no trimestre de março a maio de 2018 foi estimado em 104,1 milhões de pessoas. Essa população permaneceu estável quando comparada com o trimestre de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve expansão de 0,6%, com acréscimo de 663 mil pessoas.

Já o contingente de pessoas fora da força de trabalho, no trimestre de março a maio de 2018, foi estimado em 65,4 milhões, um aumento de 475 mil pessoas (0,7%) comparada com o trimestre de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior houve expansão de 1,6%, um acréscimo de mais de 1 milhão de pessoas.

No mais, com o encerramento do mês de junho, a expectativa do mercado deve girar em torno dos resultados referentes ao segundo trimestre do ano por parte das companhias abertas – tanto no Brasil quanto no resto do mundo – que devem começar a divulgar os seus números a partir da segunda quinzena do mês de julho.

Seguiremos atentos às principais companhias abertas listadas – principalmente aquelas presentes em nossas carteiras recomendadas – de modo que possamos, com isso, informar a nossos assinantes de maneira resumida e completa as principais nuances por detrás dos indicadores dessas companhias.

Ainda, com a proximidade das eleições, é possível que o mercado apresente cenários de volatilidade exacerbada, o que pode contribuir ainda mais para o surgimento de maiores janelas de oportunidades de entrada do que as que se consegue visualizar no atual momento.

Neste contexto, a associação a ativos de qualidade pode se tornar ainda mais vantajosa nas próximas semanas para o investidor pessoa física que desenvolve a paciência como uma de suas principais ferramentas na acumulação de patrimônio num horizonte de longo prazo.

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