O Ibovespa encerrou a semana, que teve um dia a menos de negociações na bolsa de valores por conta do feriado que aconteceu em São Paulo na terça-feira (20) referente ao Dia Nacional da Consciência Negra, registrando 86.230 pontos, o que representou, no pregão de ontem (23), uma baixa de -1,43%. No acumulado da semana, o índice também apresentou uma performance negativa, porém de -2,58%. No acumulado de 2018, contudo, o principal índice das ações negociadas na bolsa de valores brasileira segue apresentando uma alta expressiva de +12,86%.

Já o Ifix – índice referência relativo aos Fundos Imobiliários – apresentou uma variação pouco expressiva, porém positiva, de +0,03% no dia de ontem. Na semana, o índice também apresentou uma alta, que se mostrou como sendo de +0,27%. Em 2018, o Ifix se mostra também positivo no patamar dos +2,57%.

Dentre os destaques da semana, é interessante relatar o dado divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na quarta-feira (21), de que foram criadas novas 57.733 mil vagas de empregos formais no mês de outubro. Todavia o número de empregos formais criados está abaixo das previsões feitas anteriormente pelo mercado. A expectativa era de que fossem cridas 73 mil vagas no período, enquanto em agosto e setembro este número chegou a 110 mil e 137 mil respectivamente. Na comparação com outubro de 2017 também foi apresentado queda, sendo que 76,6 mil vagas formais foram criadas no período, enquanto que nos três anos anteriores este número foi negativo. O setor de serviços foi quem apresentou o maior número de vagas criadas, com 28.759, seguido de indústria de transformação, com 7.048, e construção civil, 560.

Outro dado relevante da semana foi feito por parte da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou na quinta-feira (22) o Monitor do PIB da instituição, ferramenta que mede o PIB brasileiro, referente ao terceiro trimestre de 2018. O levantamento apontou um aumento de 1% do PIB brasileiro no terceiro trimestre na comparação com o trimestre anterior. Enquanto na comparação com o mesmo período em 2017 a alta foi de 1,7%. Nos últimos 12 meses a alta no Produto Interno do Brasil é de 1,6%. O crescimento na comparação com o segundo trimestre de 2018 se dá, principalmente, pelas altas do setor agropecuário, +2,04%, indústria, +0,7%, e serviços, +0,7. Todavia, o setor extrativo mineral, -0,7%, e geração de eletricidade, -0,4%, apresentaram retração no período. A melhora no PIB no período foi puxada, principalmente, pelo aumento de investimentos entre julho e setembro, alta de 7% na comparação com o trimestre anterior.

Por fim, não poderia deixar de ser mencionado, também, que segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (23), em novembro o índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do Brasil, ficou em 0,19%, sendo esse o menor valor para novembro desde 2013, quando o índice de inflação ficou em 0,17%. Também houve queda na comparação com outubro, quando o índice de inflação era foi de 0,58%. O valor também foi abaixo do que era esperado

mercado anteriormente, haja vista que especialistas indicavam que o número para novembro seria de 0,24%. No acumulado de 2018, a variação é de 4,03% no IPCA, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses este número fica em 4,39%. Abaixo do centro da meta do Branco Central de 4,5% para este ano. Na última segunda-feira (19) o boletim Focus havia apontado que a expectativa para 2018 era de que o IPCA acabasse em 4,13%. Todavia, a revisão do governo federal aumentou a expectativa da inflação de 4,1% para 4,3% para este ano. Além disto é esperado que a taxa dos juros fique em 6,5%, como apontado anteriormente.

Por fim, acreditamos que é possível que essa reta final de ano continue apresentando boas oportunidades de investimentos a preços descontados como foi possível visualizar pontualmente no decorrer dessas últimas semanas e, diante disso, seguiremos empenhados no cumprimento da nossa missão de sempre contribuir para o sucesso financeiro daqueles que creditam nossas teses de investimentos.

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