O Ibovespa encerrou a semana registrando 2.095 pontos, o que representou no dia de ontem (22), uma alta de 0,15%. Na semana, o comportamento do principal índice da bolsa de valores de São Paulo seguiu a tendência observada nos últimos meses e apresentou uma queda de -0,56% nos cinco dias de negociações. No acumulado do ano, até então, a variação é também negativa, porém de representativos -5,93%.

Já o Ifix – indicador do desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários negociados nos mercados de bolsa e de balcão organizado da B3 – exibiu um comportamento semelhante ao do Ibovespa, haja vista que, também ontem, no fechamento do dia, o índice exprimiu uma modesta alta de +0,15%, encerrando o dia nos 2.095 pontos. Na semana, contudo, o que se viu foi uma redução de -0,56%, sendo que, em 2018, queda já se mostra de -5,93%.

No que tange os acontecimentos mercadológicos da semana, o principal destaque se fez através da decisão do Banco Central (BC), tomada na quarta-feira (20), de manter, pela segunda vez consecutiva, a Taxa Selic em 6,5% ao ano. A decisão já era esperada pelo mercado financeiro, e ocorreu em meio à volatilidade no cenário externo que tem causado forte desvalorização do real frente ao dólar.

De outubro de 2016 a março deste ano, a Selic foi cortada 12 vezes seguidas e chegou a 6,5%, o menor patamar desde o início do regime de metas para a inflação, em 1999. Na reunião de maio, porém, o BC decidiu manter os juros neste patamar, o que encerrou o ciclo de cortes.

A expectativa dos analistas é de que a taxa permaneça em 6,5% ao ano até o final de 2018, ao passo que, para o ano que vem, uma representativa parcela do mercado espera uma elevação da Selic, encerrando 2019 em 8% ao ano.

Outro ponto de destaque no cenário econômico que aconteceu na semana se fez através da divulgação feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quinta-feira (21), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país. Segundo o relatado pelo instituto, o índice acelerou de 0,14% em maio para 1,11% em junho. Essa foi a maior taxa do IPCA-15 para um mês de junho desde 1996, quando foi registrado o mesmo índice.

Ainda de acordo com o IBGE, no acumulado do trimestre, o IPCA-15 se mostrou em 1,46%, acima da taxa de 0,61% registrada no mesmo período de 2017. Com isso, o acumulado no ano está em 2,35%, também acima do 1,62% registrado em 2017. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula taxa de inflação de 3,68%, novamente acima dos 2,7% registrados nos 12 meses anteriores.

É importante ressaltar, no entanto, que o IPCA-15 foi calculado com base em preços coletados entre os dias 16 de maio e 13 de junho, tendo sido calculado, dessa forma, durante a greve nacional dos caminhoneiros, que provocou desabastecimento e caos em várias cidades do país.

Por fim, é de se esperar, portanto, que diante de toda essa conjuntura político-econômica desafiadora e incerta na qual se encontra o Brasil nesse momento, que o mercado continue a apresentar uma certa volatilidade nos preços dos ativos negociados na bolsa, o que, em nossa visão, representa nada menos do que boas janelas de oportunidades de associação a bons empreendimentos a preços abaixo de seus reais valores.

Dessa maneira, seguiremos atentos e vigilantes, e sempre fundamentados nos pilares que sustentam o Value Investing, de modo a poder indicar investimentos racionais e coerentes a nossos assinantes em um âmbito voltado para o longo prazo.

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