reserva de emergência
Por: Tiago Reis

Entenda como formar uma reserva de emergência para imprevistos financeiros

Seja uma falha mecânica no carro, um problema de saúde na família, a perda de emprego ou qualquer outro evento inesperado, todo mundo está sujeito a passar por situações de urgência, onde é preciso gastar mais do que o planejado. Logo, para não ser pego de surpresa, o ideal é sempre manter uma reserva de emergência guardada para gastos que aparecem de uma hora pra outra.

Por melhor que seja a condição financeira de uma pessoa, é importante ter consciência que essas despesas extras podem surgir a qualquer momento. Por isso, essa recomendação é geral: manter uma reserva de emergência, preferencialmente aplicada em renda fixa, deve ser um objetivo para todos, independentemente do seu nível de renda.

O que é reserva de emergência?

A reserva de emergência é um poupança pessoal que fica reservada para as custear imprevistos e gastos inesperados que possam acontecer na vida de uma pessoa. Ou seja, a reserva de emergência funciona como uma fundo de segurança para ser usado em situações como problemas de saúde, demissões, perdas financeiras, danos materiais e demais despesas que possam aparecer de uma hora para outra.

Dessa forma, com uma reserva de emergência, o patrimônio financeiro da pessoa fica mais protegido contra o surgimento de qualquer eventualidade. Com ela, a pessoa consegue preservar melhor sua vida financeira, evitando tomar dinheiro emprestado e deixar de gastar com despesas básicas.

Como formar uma reserva de emergência?

Diferente do que a maioria das pessoas pensam, construir e manter uma reserva não tão complicado quanto parece. Com organização e disciplina, é possível poupar e guardar periodicamente uma boa parcela de capital para formar uma reserva.

Mas para isso, é necessário implantar algumas práticas básicas de planejamento financeiro, como:

  • Organizar o orçamento familiar, listando de forma clara quais são as rendas e receitas de toda a família;
  • Evitar o endividamento e se esforçar para quitar qualquer dívida o mais rápido possível;
  • Traçar uma metas de gastos, dividindo as despesas por nível de prioridade;
  • Cortar despesas e gastos supérfluos, focando em privilegiar apenas o que é essencial;

Após adotar essas medidas, ficará muito mais fácil saber o quanto é possível guardar por mês para formar uma de reserva de emergência. Ao poupar e aportar 15% da renda mensal, por exemplo, é possível acumular uma reserva de 3 salários em 1 ano e 8 meses.

Como calcular o valor ideial para uma reserva de emergência?

Segundo diversos especialistas em finanças pessoais, toda pessoa precisa ter uma reserva de dinheiro guardada para custear suas despesas por, pelo menos, 6 meses. Mas apesar dessa recomendação, o valor ideal para guardar sob forma de reserva varia bastante para cada um. Dependendo da situação financeira da pessoa, das suas fontes de renda e quantidade de dependentes que ela precisa sustentar, a reserva financeira necessária poderá ser maior ou menor.

Devido a estabilidade do emprego, por exemplo, os funcionários públicos não precisam formar reservas tão longas – já que a probabilidade de desemprego para os mesmos é baixa. Por outro lado, empresários e profissionais autônomos devem ter reservas que cubram um período maior, de pelo menos um ano – pois suas rendas podem variar completamente de uma hora para outra.

Onde investir a reserva de emergência?

Por se tratar de uma reserva momentos de emergência, os recursos precisam estar disponíveis assim quando o poupador precisa. Por isso, recomenda-se que esses valores sejam guardados em uma aplicação com alta liquidez e baixo risco, para que eles possam ser sacados com tranquilidade quando necessário.

Por isso, as melhores aplicações para reserva de emergência são:

Mas ao mesmo tempo, deixar a reserva em uma aplicação com baixo rendimento pode fazer o dinheiro perder o seu valor com o tempo. Por isso, o ideal é investir a quantia em um produto que renda, pelo menos, acima da inflação. Dessa forma, guardar a reserva de emergência na caderneta de poupança, por exemplo, pode não ser um bom negócio.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

Nenhum comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Mais...
Outras Seções

Ações

342 artigos
Ações

FIIs

52 artigos
FIIs

eBook Gratuito

Manual do Investidor

Tudo o que você precisa para dar os primeiros passos na Bolsa de Valores