reserva de emergência

Seja uma falha mecânica no carro, um problema de saúde na família, a perda de emprego ou qualquer outro evento inesperado, todo mundo está sujeito a passar por situações de urgência, onde é preciso gastar mais do que o planejado. Logo, para não ser pego de surpresa, o ideal é sempre manter uma reserva de emergência guardada para gastos que aparecem de uma hora pra outra.

Por melhor que seja a condição financeira de uma pessoa, é importante ter consciência que essas despesas extras podem surgir a qualquer momento. Por isso, essa recomendação é geral: manter uma reserva de emergência, preferencialmente aplicada em renda fixa, deve ser um objetivo para todos, independentemente do seu nível de renda.

O que é reserva de emergência?

A reserva de emergência é um poupança pessoal que fica reservada para as custear imprevistos e gastos inesperados que possam acontecer na vida de uma pessoa. Ou seja, a reserva de emergência funciona como uma fundo de segurança para ser usado em situações como problemas de saúde, demissões, perdas financeiras, danos materiais e demais despesas que possam aparecer de uma hora para outra.

Dessa forma, com uma reserva de emergência, o patrimônio financeiro da pessoa fica mais protegido contra o surgimento de qualquer eventualidade. Com ela, a pessoa consegue preservar melhor sua vida financeira, evitando tomar dinheiro emprestado e deixar de gastar com despesas básicas.

Como formar uma reserva de emergência?

Diferente do que a maioria das pessoas pensam, construir e manter uma reserva não tão complicado quanto parece. Com organização e disciplina, é possível poupar e guardar periodicamente uma boa parcela de capital para formar uma reserva.

Mas para isso, é necessário implantar algumas práticas básicas de planejamento financeiro, como:

  • Organizar o orçamento familiar, listando de forma clara quais são as rendas e receitas de toda a família;
  • Evitar o endividamento e se esforçar para quitar qualquer dívida o mais rápido possível;
  • Traçar uma metas de gastos, dividindo as despesas por nível de prioridade;
  • Cortar despesas e gastos supérfluos, focando em privilegiar apenas o que é essencial;

Após adotar essas medidas, ficará muito mais fácil saber o quanto é possível guardar por mês para formar uma de reserva de emergência. Ao poupar e aportar 15% da renda mensal, por exemplo, é possível acumular uma reserva de 3 salários em 1 ano e 8 meses.

Como calcular o valor ideial para uma reserva de emergência?

Segundo diversos especialistas em finanças pessoais, toda pessoa precisa ter uma reserva de dinheiro guardada para custear suas despesas por, pelo menos, 6 meses. Mas apesar dessa recomendação, o valor ideal para guardar sob forma de reserva varia bastante para cada um. Dependendo da situação financeira da pessoa, das suas fontes de renda e quantidade de dependentes que ela precisa sustentar, a reserva financeira necessária poderá ser maior ou menor.

Devido a estabilidade do emprego, por exemplo, os funcionários públicos não precisam formar reservas tão longas – já que a probabilidade de desemprego para os mesmos é baixa. Por outro lado, empresários e profissionais autônomos devem ter reservas que cubram um período maior, de pelo menos um ano – pois suas rendas podem variar completamente de uma hora para outra.

Onde investir a reserva de emergência?

Por se tratar de uma reserva momentos de emergência, os recursos precisam estar disponíveis assim quando o poupador precisa. Por isso, recomenda-se que esses valores sejam guardados em uma aplicação com alta liquidez e baixo risco, para que eles possam ser sacados com tranquilidade quando necessário.

Por isso, as melhores aplicações para reserva de emergência são:

Mas ao mesmo tempo, deixar a reserva em uma aplicação com baixo rendimento pode fazer o dinheiro perder o seu valor com o tempo. Por isso, o ideal é investir a quantia em um produto que renda, pelo menos, acima da inflação. Dessa forma, guardar a reserva de emergência na caderneta de poupança, por exemplo, pode não ser um bom negócio.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.