renda fixa

Entre as crenças que existem entre os brasileiros que investem é que a renda fixa é o melhor investimento, pois combina rentabilidade elevada com baixo risco.

Não é raro existir pessoas que aplicam 100% de seus recursos na renda fixa.

Baseado nesta crença, muitas dúvidas surgem. Uma delas é:

Renda fixa é uma boa opção de investimento?

Perguntas dessa natureza são frequentes, principalmente para o investidor iniciante.

Faz completo sentido, afinal, por qual motivo seria coerente o investidor correr o “risco” de investir em ações, que na teoria podem se desvalorizar e fazer com que se perca dinheiro, se em contrapartida, a renda fixa é um investimento “seguro” e que pode dar retorno de até 11% ao ano, dependendo da aplicação?

Existem alguns fatores que podem justificar essa alternativa.

Em primeiro lugar, a renda fixa pode ser sim considerada um investimento seguro. Dependendo da sua aplicação, porém, no fundo, essa alternativa não é tão “fixa” quanto o próprio nome sugere.

A explicação para isso é bem simples e direta.

Praticamente todas as alternativas de investimentos renda fixa são atreladas à Taxa Selic, que é um índice pelo qual os bancos no Brasil se baseiam para definir as taxas de juros que serão cobrados por eles.

O Copom (Comitê de Política Monetária) estabelece uma meta para as taxas de juros, e o Banco Central do Brasil utiliza a Selic como uma ferramenta de política monetária para conseguir atingir essa meta.

Portanto, como a Selic, a grosso modo, reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos, ela tem uma influência muito grande na rentabilidade de aplicações em renda fixa.

Hoje (26/04/2017), a Selic está em 11,25%. Em 02/01/2017, primeiro dia útil do ano, a taxa estava em 13,75%.

Você pode constatar esse valor facilmente através do portal do Banco Central.

De lá para cá houve uma queda de 2,5%, e a tendência é que continue caindo, e isso influencia diretamente a rentabilidade dos títulos de renda fixa.

Os principais analistas do mercado projetam queda da taxa Selic ao longo dos próximos meses, e estimam que deva terminar 2018 com taxa de 8,5%, uma das menores taxas da história recente do Brasil.

selic

Fonte: Boletim Focus – Banco Central do Brasil

Os principais analistas do mercado projetam queda da taxa Selic ao longo dos próximos meses,

Percebe como a renda fixa não é tão fixa assim? Os rendimentos dos juros oscilam ao longo do tempo.

Além disso, existem outros dois fatores que influenciam diretamente no rendimento da aplicação em renda fixa, e fazem com que essa opção não se torne tão atrativa quanto possa parecer inicialmente.

Esses dois componentes passam muitas vezes despercebidos quando analisados por aqueles investidores que não tem muita experiência no mercado financeiro.

São eles: Imposto de Renda e Inflação.

Normalmente a renda fixa é tributada. A taxa de desconto varia de aplicação para aplicação (podendo chegar a 15% dos rendimentos), porém influencia diretamente na rentabilidade do investimento.

É mais do que natural também termos que considerar o desconto da inflação na rentabilidade de uma aplicação. Como a inflação é determinada como o aumento do nível dos preços dos produtos no geral, ou como a diminuição do poder de compra do dinheiro em função do tempo, nada mais correto do que termos que diminuir o seu valor do percentual de rentabilidade de um ativo financeiro.

Por exemplo, se considerarmos que um investimento em renda fixa renda em torno de 9% ao ano, já descontado o Imposto de Renda, e se tivermos inflação de 6% naquele ano, o retorno real deste investimento será de 3%, bastante inexpressivo para quem pretende acumular um patrimônio significativo ao longo do tempo.

Você pode visualizar melhor essa nossa argumentação na nossa aula número 3 “Renda Fixa x Dividendos” do nosso Minicurso gratuito de Dividendos Suno Research.

O megainvestidor Luiz Barsi, que enviamos suas cartas gratuitas semanalmente para nossos assinantes, enxerga a renda fixa como um investimento pouco atraente, chegando até a apelidar esta classe de investimento como “perda fixa”.

Nós da Suno Research não somos tão radicais quanto o Sr. Barsi perante à renda fixa, inclusive acreditamos que a renda fixa tem sim o seu espaço na carteira do investidor, porém, na nossa visão, essa modalidade deve ser usada como uma reserva para emergência ou para alocar dinheiro enquanto não surgem oportunidades, e não com expectativa multiplicação de capital.

Com essa finalidade, sobre a renda fixa, costumamos indicar aos nossos assinantes, o investimento em fundos de renda fixa pós fixado, com taxas baixa e liquidez imediata, justamente para se poder operar rapidamente no mercado renda variável num momento em que se apresente uma oportunidade de compra atrativa.

Essa é a nossa visão em relação à renda fixa.

Nos nossos relatórios, sugerimos uma alocação reserva em renda fixa na carteira dos nossos assinantes para este fim.

Nossos assinantes ficam à par de todos esses fenômenos, tanto de euforia, tanto de desconfiança do mercado, e são sempre alertados quando existem momentos de oportunidades para alternativas de investimentos, seja em ações/dividendos, seja em FII’s, que estejam atrativas naquele momento.

Portanto, acreditamos que exista espaço para a renda fixa em um portfólio e indicamos o investimento sobretudo em momento de euforia no mercado: quando os preços dos ativos estão acima do que valem.

Essa estratégia é interessante pois quando os preços das ações caírem, o investidor estará preparado e com recursos disponíveis para fazer aquisições a preços baixos.

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