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    Reavaliação de ativos: entenda como funciona esse cálculo contábil

    Reavaliação de ativos: entenda como funciona esse cálculo contábil

    Até 2008, era bastante comum que as empresas fizessem uma reavaliação dos ativos que lhes pertenciam.

    A prática da reavaliação de ativos era bastante comum e os valores atualizados eram computados no balanço patrimonial.

    O que é a reavaliação de ativos?

    A reavaliação de ativos era um cálculo contábil realizado quando a empresa atualizava o valor de um dos seus bens tangíveis após uma nova análise, que determinava qual era o valor de mercado do ativo analisado e o atualizava no balanço patrimonial.

    Logo, esse processo levava a uma reavaliação de patrimônio, já que se tratava de uma reavaliação do ativo imobilizado.

    Como funcionava a reavaliação ativo imobilizado?

    A Lei 11.638/2007 (mais conhecida como Lei das S/A) proibiu a execução da reavaliação do ativo imobilizado.

    Isso porque as empresas utilizavam esse recurso para inflar o patrimônio líquido, o que prejudicava os investidores. Então hoje, só dá para olhar para essa extinta ferramenta em retrospecto.

    Até 2008, a atualização de valores era permitida em três casos:

    • Quando a empresa opta pela reavaliação dos seus próprios ativos de forma voluntária;
    • Quando a reavaliação de ativos é solicitada por empresas controladas e coligadas; e
    • Quando a empresa passa por fusões, incorporações e cisões, quando a reavaliação é fundamental.

    Esse mecanismo era focado no imobilizado e tinha por objetivo encontrar o valor de mercado do que estava sendo analisado.

    Este, por sua vez, substituída o valor até então presente nos registros contábeis do empreendimento.

    Quando o valor do bem aumentar após a reavaliação, incidia imposto sobre o lucro na diferença entre os dados.

    Mas esta análise não era feita pelo gestor. Era preciso ter um laudo específico para esta finalidade.

    Segundo as normas brasileiras de Contabilidade da época, tal documento precisava ser elaborado por pelo menos três peritos ou por uma instituição especializada no tema.

    O documento precisa apresentar alguns tópicos, como:

    • Descrição do bem avaliado e de sua documentação;
    • Como o bem está identificado contabilmente;
    • Quais foram os critérios utilizados na avaliação;
    • Qual o valor do bem;
    • Quanto tempo este ativo ainda tem de vida útil; e
    • A data em que a avaliação foi feita.

    A contabilização de reavalia devia ter credibilidade diante do mercado e do governo.

    Reavaliação de ativos e o teste de impairment

    Todos os bens de uma empresa tendem a perder valor ao longo do tempo. Por isso, existe o cálculo de depreciação.

    Nele, há um tempo estimado para a perda do valor total do bem em questão.

    Entretanto, nem sempre que um bem chega ao final deste período ele deixa de estar apto a ser utilizado.

    Nesses casos, é preciso fazer um teste de impairment para reavaliar este bem.

    Mas, diferente da reavaliação de bens, esta ferramenta é sim permitida por lei até o momento.

    Assim como a avaliação a valor justo, que, em geral, é feita em casos de venda de ativos.

    O que é de suma importância para qualquer investidor que queira conhecer o patrimônio do empreendimento no qual está aplicando seu dinheiro.

    Para entender melhor essa questão, é possível participar de um minicurso da Suno Research de Contabilidade para investidores.

    Ainda que não haja mais uma reavaliação de ativos.

    Tiago Reis
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    3 comentários

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    • elan 28 de novembro de 2019

      Gostaria de saber se pode ser feito a reavaliação do ativo hoje em dia?

      Responder
      • Suno Research 28 de novembro de 2019

        Hoje em dia não, como foi disposto no texto.

        Responder
    • Bernardo 5 de dezembro de 2019

      gostei da informação recebida neste texto mas gostaria de saber se existe diferenca entre reavaliação e revalorização?

      Responder