reajuste de aluguel
Por: Tiago Reis

Reajuste de aluguel: entenda como os aluguéis são reajustados

Quem já tem experiência em alugar imóveis sabe que, em algum momento, haverá um reajuste de aluguel no valor do contrato.

Porém, quem nunca passou por essa experiência, pode ser pego de surpresa pelo reajuste de aluguel. Por isso, é importante conhecer como esse cálculo funciona e em quais indicadores ele é baseado.

Como funciona um reajuste de aluguel?

O reajuste de aluguel, em geral, ocorre em todo aniversário ou renovação de contrato de locação. Na prática de mercado, esta variação de preço é baseada no Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), que é divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Entretanto, é importante este ponto estar especificado em contrato. Afinal, as regras ali dispostas são as válidas para esta negociação.

IGP-M e o reajuste de aluguel

É importante salientar a importância da forma como o reajuste será calculado constar em contrato para que nenhum dos lados seja lesado. Neste caso, em especial o locatário.

Isso porque este aumento não pode ser feito ao bel prazer do proprietário do imóvel. Não seria justo para com o locatário.

Na maior parte do mundo, as imobiliárias são as responsáveis por elaborar os contratos de locação. As cláusulas ali dispostas podem ser negociadas, mas apenas antes da assinatura do documento por ambas as partes. Entre elas, está a de reajuste dos valores cobrados.

Mas, quando o negócio é fechado diretamente com o proprietário, pontos como este devem ficar claros para ambos os lados, além de devidamente documentados.

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Um ponto é importante destacar: após o término do contrato, o proprietário pode sim aumentar o valor do aluguel para iniciar um novo tempo de contrato.

Neste caso, caberá ao locatário negociar o preço, concordar em pagá-lo ou optar por mudar de imóvel, se for o caso.

Como o reajuste dos aluguéis é feito no Brasil?

Diferente do que ocorre em outros países do mundo, no Brasil, o locatário primeiro usa o imóvel para depois pagar o aluguel pelo período.

Em diversos países da Europa ou mesmo nos Estados Unidos e Canadá, a prática é outra: paga-se primeiro para usufruir depois.

O que faz sentido, considerando que o aluguel funciona como uma compra. Afinal, para utilizar o produto, é preciso pagar por ele primeiro.

Mas de acordo com o sistema brasileiro, o funcionamento é outro.

Com isso em mente, é preciso compreender que, se o contrato de aluguel completa um ano no mês de junho, o reajuste será pago apenas em julho. Pela lógica do “usa-se primeiro, paga-se depois”.

Controle de gastos

Como calcular o reajuste de aluguel?

Via de regra, a variação no preço do aluguel representa um aumento no valor desembolsado. Ainda que o IGP-M esteja em baixa e o valor dos imóveis tenha diminuído, dado o cenário econômico.

Entretanto, é possível ter uma ideia de quanto será o aumento, fazendo uma conta simples.

O primeiro passo para reajustar o aluguel é descobrir em qual valor o IGP-M fechou no mês de aniversário do contato. O valor acumulado dos últimos 12 meses, não apenas o percentual do mês corrente.

Em seguida, basta aplicar a fórmula:

  • Valor reajustado = Valor atual do aluguel x percentual do reajuste

Para entender como funciona o cálculo do reajuste do aluguel, suponha a seguinte situação:

Digamos que o aluguel seja de R$ 2 mil e o IGP-M tenha fechado em 6,52.

Logo, a conta será: R$ 2.000,00 X 1,0652 = 2.130,40

Assim, o reajuste foi de R$ 2.130,40. Dessa forma, esse valor este que será válido para os próximos 12 meses.

Esta conta vale tanto para imóveis quanto para o aluguel de outros bens.

Para ajudar na compreensão de algumas práticas de mercado, a Suno Research oferece um acompanhamento, para te ajudar a reconhecer tópicos que afetem sua vida financeira.

Você já alugou um imóvel ou teve algum inquilino que desconhecia estas práticas de mercado?

Comente aqui qual solução foi encontrada para que o reajuste de aluguel que vocês encontraram na ocasião.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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