Rating
Por: Tiago Reis

O que rating, a nota que pode elevar os juros de empréstimos

Problema de rating é um tipo de situação que ocorre em países que enfrentam crise econômica. Esse tipo de dificuldade afeta também empresas com ações em bolsa, o que interfere no mercado de renda variável.

E o rating, quando uma passa por uma alteração negativa, pode afetar diretamente o volume de investimentos recebidos por países e empreendimentos.

O que é rating?

Rating é um termo em Inglês que, traduzido, significa classificação. Mas, do ponto de vista econômico, ele costuma representar a avaliação do risco de crédito dada por uma agência de classificação de risco a um protagonista econômico, seja um Estado ou uma empresa.

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Assim, é bastante comum que ela seja aplicada a países, no tocante ao risco que eles oferecem aos investidores.Por isso, esta análise também é conhecida como classificação de crédito ou nota de crédito.

Existem agências especializadas neste tipo de análise, que são tidas como referencial em classificação de risco. As principais delas – que possuem quase 90% da divisão de mercado – são:

  • Standard & Poor’s (S&P);
  • Moody’s;
  • Fitch Ratings.

Elas possuem uma escala de rating que demonstra, por meio de notas, quais países, empresas ou mesmo bancos possuem maior risco de inadimplência. A ideia é indicar quais representam uma melhor escolha de investimentos no tocante ao risco.

Assim, quanto mais baixa a posição de uma instituição neste ranking, maior as chances de que haja perda de investimentos. Isso porque existem fundos com regras que limitam a exposição a ativos com nota de crédito ruim.

Como funciona o rating

As principais agências de rating seguem uma lógica parecida em suas classificações. Porém, há algumas diferenças na nomenclatura das suas notas (a chamada escala de rating).

As da Fitch Ratings e Standard & Poor’s funcionam da mesma forma. Assim como nas notas dadas em escolas, a contagem começa do A como valor mais alto chegando ao D, como pior nota.

No grau especulativo estão as notas mais baixas, começando em D, que quer dizer um alto risco de inadimplência. Em seguida vêm as notas C, CC, CCC; e B-, B, B+, BB-, BB e BB+. Passando para o grau de investimento, nos deparamos com as notas mais altas, que vão de BBB-, BBB, BBB+ até A-, A, A+, AA-, AA, AA+ e AAA.

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Já na Moody’s, a nomenclatura é um pouco diferente, ainda que o conceito seja o mesmo. No grau especulativo, novamente, encontramos a nota mais baixa de todas, que, neste caso, é representada pela letra C, subindo para Ca, Caa3, Caa2, Caa1. Em seguida, então as notas B3, B2, B1, Ba3, Ba2, Ba1. Todas em ordem crescente.

No grau de investimento, por sua vez, então as notas mais altas, sendo então Baa3, Baa2, Baa1, A3, A2, A1, Aa3, Aa2, Aa1, Aaa.

Como é feita a análise do rating

Para chegar no resultado pertinente, é preciso que um analista de riscos, enviado pela agência em questão, conheça a situação econômica da empresa ou país. A ideia é analisar a sua solvência.

Para isso, ele precisará fazer consultas com membros da administração fiscal e um estudo acerca da realidade econômica do analisado. Estes dados serão apresentados ao comitê de pontuação para, enfim, se chegar a um resultado.

A nota atribuída à entidade levará em conta fatores como ambiente político, dívida, possibilidade de insolvência, margem de manobra do orçamento e ambiente institucional. Uma vez dada, a nota pode sim sofrer alterações em virtude de movimentos econômicos ocorridos posteriormente.

Para que haja um rebaixamento, o país ou empresa precisa apresentar alguns pontos. Entre eles, baixas perspectivas de crescimento econômico ou a ineficácia de um plano de austeridade. Se a empresa ou país sofrer um rebaixamento, é possível que terá de lidar com um aumento na taxa de juros para empréstimos.

Conseguiu aprender mais sobre rating com este artigo? Deixe suas dúvidas nos comentários a seguir.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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