Por: Tiago Reis

Radar do Mercado: Telefônica Brasil (VIVT4) – Mais um resultado expressivo é divulgado pela companhia

A Telefônica Brasil divulgou ontem (20) os seus resultados operacionais do quarto trimestre de 2018 e, de acordo com a companhia, o seu Market Share móvel de foi de 31,9% em dezembro de 2018 (+0,2 p.p. vs. dez/17).

Adicionalmente, a sua Receita Operacional Líquida cresceu 0,5% y-o-y no 4T18 (+0,6% y-o-y em 2018), impulsionada principalmente pelo bom desempenho das receitas de pós-pago, terminais e ultra banda larga.

Com isso, o seu EBITDA Recorrente totalizou R$ 4.104,0 milhões no 4T18, um crescimento de 4,0% y-o-y, com margem EBITDA Recorrente de 37,0% (+1,2 p.p. y-o-y).

No acumulado de 2018, o EBITDA Recorrente da companhia totalizou R$ 15.473,5 milhões, um crescimento de 5,5% y-o-y, com margem EBITDA Recorrente de 35,6% (+1,7 p.p. y-o-y).

O EBITDA Recorrente acima exposto exclui os seguintes efeitos não recorrentes:

– 4T17: Provisão regulatória sem efeito em caixa, no valor de R$178,9M.

– 2T18: Efeito positivo de R$1.830,2M, principalmente em função do trânsito em julgado no Superior Tribunal de Justiça, a favor da companhia, reconhecendo o direito da exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição de PIS/COFINS, relacionado às operações da TELESP de 2003 a 2014; despesa de R$92,0M relativa à adoção de modelo de Risk Assessment para cálculo de contingências trabalhistas; despesa de R$170,6M devido à baixa de ativos ligados a depósitos judiciais; despesa de R$116,9M relativa a reestruturação organizacional.

– 3T18: Efeito positivo de R$1.381,7M em função do trânsito em julgado no Superior Tribunal de Justiça, a favor da companhia, reconhecendo o direito da exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição de PIS/COFINS, relacionado às operações da Vivo de 2004 a 2013; despesa de R$487,1 M devido a contingências tributárias extraordinárias registradas no 3T18.

– 4T18: despesa de R$80,2M relativa a reestruturação organizacional.

Com isso, em 2018, o seu Lucro Líquido contábil alcançou seu maior nível histórico, totalizando R$ 8.928,3 milhões, um crescimento de 93,7% y-o-y.

Segundo destacou a Telefônica Brasil, este desempenho está relacionado ao contínuo controle de custos, sólida expansão do EBITDA, e aos efeitos não recorrentes registrados no ano.

Adicionalmente, Fluxo de Caixa Livre da Atividade de Negócio foi de R$ 2.073,7 milhões no 4T18, aumento de 75,3% y-o-y (R$ 891,0 milhões), reflexo da redução do volume de investimentos, melhora no resultado operacional e nos juros financeiros.

No ano, o Fluxo de Caixa Livre da Atividade de Negócio foi de R$ 6.920,4 milhões, aumento de 20,6% y-o-y (R$ 1.181,1 milhões) em função da melhora no resultado operacional.

Já o Fluxo de Caixa Livre após extraordinários apresentou aumento de R$ 879,4 milhões no 4T18, influenciado principalmente pela redução do volume de investimentos e melhora no resultado operacional.

Gostamos do resultado da companhia, embora entendamos que os mesmos se fizeram expressivos por conta de eventos não recorrentes, conforme citado anteriormente.

Vale acrescentar, ainda, que no quarto trimestre de 2018, o seu Conselho de Administração deliberou, na reunião realizada no último dia 04 de dezembro, o crédito de juros sobre capital próprio relativo ao exercício social de 2018, no montante bruto de R$ 1.350,0 milhões.

O pagamento será realizado em 17 de dezembro de 2019, com data a ser ratificada pela Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em 11 de abril de 2019.

Além disso, o conselho Telefônica Brasil deliberou, em reunião realizada no dia 15 de fevereiro, dividendos no montante de R$ 2.468,7 milhões, com data de pagamento prevista para 17 de dezembro de 2019 aos detentores de ações ON e PN inscritos nos registros da companhia no dia 11 de abril de 2019.

O montante e a data de pagamento serão ratificados pela Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em 11 de abril de 2019.

Desta forma, os juros sobre capital próprio e dividendos declarados pela Telefônica Brasil com base no lucro do exercício de 2018 e na reversão da Reserva Especial para expansão e modernização de 2018 constituída com base no lucro do exercício de 2017, totalizaram R$ 7.018,7 milhões.

Na tabela seguinte são informados os valores a serem distribuídos por ação:

Escrevemos, em meados do mês de agosto, um relatório que foi enviado a nossa base de assinantes sobre essa companhia e, nesse documento, informamos qual seria o preço justo de entrada no ativo, de acordo com o nosso valuation.

Sugerimos a leitura do mesmo para aqueles que tenham interesse em compreender melhor o case.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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