Por: Tiago Reis

Radar do mercado: Telefônica Brasil (VIVT4) divulga resultados do 1T19

A Telefônica Brasil S.A., empresa do ramo de telecomunicações, divulgou ontem (09) seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2019.

A companhia vem mantendo sua liderança consolidada nos negócios de maior valor do setor de telecomunicações, o que acaba sendo comprovado pelo seu market share móvel de 32,1% em março de 2019, um aumento de 0,3 p.p. em relação ao 1T18, sendo 7,5 p.p. a mais do que o segundo colocado.

 

No segmento móvel, a receita média por usuário cresceu 3,8% em relação ao 1T18, devido aos recentes aumentos de preços e menor parque médio, devido às desconexões de clientes não rentáveis, de acordo com as regras da ANATEL.

Houve ligeira redução no total de acessos, correspondente a uma queda de 2,1% em relação ao 1T18. O pós-pago continua crescendo, atingindo 41 milhões de acessos, um aumento de 9,4%, o que representa 55,8% da base de acessos móveis.

O desempenho financeiro do segmento apresentou redução apenas na receita de voz, reflexo para o consumo de serviço de dados, em decorrência da maturidade do serviço.

Além disso, a companhia oferece cobertura 4.5G em 1.022 cidades.

No negócio fixo, oferece FTTH (Fiber to the home, ou fibra para a casa, em tradução livre, representando seu serviço de internet por fibra ótica, ultra banda larga) em 130 cidades, em março de 2019. No primeiro trimestre, houve 141 mil adições líquidas de clientes FTTH, que agora somam 2,034 milhões. No 1T19, foi expandida para 9 novas cidades, alcançando novas regiões do Brasil.

Nesse segmento, os acessos de Banda Larga Fixa registraram redução de 0,8% em relação ao 1T18, porém, com crescimento de 44,1% do FTTH.

Os acessos de voz, por sua vez, foram reduzidos em 8,2% quando comparados ao 1T18, devido a substituição fixo-móvel e pela migração do uso de voz para dados.

Já o acesso de TV por assinatura foi reduzido em 4,4% em relação ao 1T18, fechando o trimestre com 1,522 milhão de assinantes. Entretanto, houve aumento de 43,5% nos acessos de IPTV (simplificadamente, TV pela internet).

A receita de Dados Corporativos e TI cresceu 4,8% quando comparada com o 1T18, em função do bom desempenho das receitas de novos serviços, como dados, cloud, e serviços de TI.

Sendo assim, para o negócio fixo, temos o seguinte desempenho financeiro:

Os Custos Operacionais, excluindo gastos com Depreciação e Amortização, registraram um aumento de 1,1% em comparação ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 7,072 bilhões no trimestre, em um período em que a inflação foi de +4,6% (IPCA-12M).

Foram observadas boas reduções nos custos de pessoal e nas despesas gerais e administrativas, 5,8% e 7,4%, respectivamente. No entanto, houve forte aumento no custo das mercadorias vendidas, chegando a 55,7%. Segundo a empresa, o aumento se dá em função da estratégia de dar maior foco à venda de terminais e equipamentos a partir do 4T17, trazendo receitas incrementais para a companhia com margens positivas.

O EBITDA da companhia foi de R$ 3,903 bilhões, representando um crescimento de 2,9% frente ao 1T18. A margem EBITDA para este resultado foi de 35,6%, um aumento de 0,4 p.p.

Neste trimestre, o lucro líquido contábil alcançou R$ 1,342 bilhões, um crescimento de dois dígitos: 22,2% em relação ao 1T18. Segundo a companhia, este desempenho está intimamente ligado ao contínuo controle de custos, sólida expansão do EBITDA, bem como menores despesas financeiras.

Os Investimentos realizados no 1T19 foram 9,6% maiores na comparação anual, alcançando R$ 1.696 milhões, o que representa 15,5% da Receita Operacional Líquida do período. Tais investimentos se concentraram, principalmente, no aumento do footprint e adoção de FTTH e na maior cobertura e capacidade nas tecnologias 4G e 4.5G.

Para o fluxo de caixa da companhia no trimestre, é possível notar bons resultados:

No mais, a dívida líquida/EBITDA da companhia ficou em 0,07x, enquanto se mostrou 0,21x no 1T18. Além disso, o perfil da dívida se mostra em grande parte no longo prazo.

Sendo assim, acreditamos que a VIVT4 mostrou resultados positivos, de modo que nosso racional sobre o case continua em linha com o que apresentamos em nosso relatório Suno Dividendos 107.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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