A Vale informou ao mercado no último dia 28 de dezembro que o seu Conselho de Administração aprovou a recondução do seu diretor-presidente, Fabio Schvartsman, para novo mandato.

Segundo a mineradora, a renovação do mandato do diretor-presidente está em harmonia com a aprovação pelo Conselho de Administração da nova Política de Sucessão da companhia e também alinhada às melhores práticas de governança corporativa e transparência do Novo Mercado.

 

No que tange o comunicado acima, cabe aqui destacar que estamos apreciando os últimos resultados da Vale, e vislumbramos um horizonte de expansão de resultados da mineradora e, neste sentido, continuaremos observando atentos as movimentações estruturais propostas aos poucos pelo presidente da companhia, Fabio Schvartsman, o qual já deixou claro que pretende deixar o governo com participação cada vez menor na mineradora, tendo afirmado, inclusive, que “o governo é muito bem-vindo como acionista minoritário”.

Vale adicionar que Schvartsman está na presidência da Vale desde abril de 2017, quando foi nomeado para substituir o então CEO, Murilo Ferreira.

Ainda, no começo do último mês de dezembro, em um evento em Nova York, Schvartsman havia dito que previa chegar a um acordo com a Vale para renovar seu contrato antes do término.

“Eu não posso dizer sobre a parte da empresa. De minha parte, estou totalmente preparado para permanecer na empresa por mais tempo, e estamos iniciando discussões”, disse o executivo na ocasião.

Continuamos com nossa crença na alta capacidade de gestão que possui Schvartsman ao mesmo tempo que seguimos acompanhando as movimentações da mineradora brasileira e, por conta disso, avaliamos como positivo o comunicado feito pela minerado acerca da renovação do mandato de Schvartsman.

Assim sendo, seguimos de fora da Vale até que decisões operacionais com maior foco na sua atividade de mineração possam ser observadas em suas atividades, ao passo que alternativas que visem a redução de sua alavancagem possam continuar sendo vistas de maneira mais representativa no decorrer do tempo.

Setores cíclicos são desafiadores e, no nosso entendimento, uma margem de segurança relevante deve ser estabelecida a um tipo de investimento em empresas que atuam nesses tipos de segmentos.

Por conta disso, seguimos de fora e à espera de um momento de baixa nos papéis VALE3 para, assim, podermos indicar o ativo a preços que proporcionem bons retornos a nossos seguidores.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.