Por: Tiago Reis

Radar do Mercado: Taesa (TAEE11) – Aprovação de reguladores consolida importante aquisição

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica – Taesa – comunicou ao mercado ontem (26) que, após a obtenção de anuência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), foi concluída a aquisição de 24,95% por parte da companhia e 50,10% por parte da sua coligada, a Empresa Norte de Transmissão de Energia (ENTE), do capital social da IB SPE Transmissora de Energia Elétrica.

Segundo o reportado, a Taesa pagou o valor de R$ 3.514.476,38 e a ENTE pagou o valor de R$ 7.057.124,91, referente ao efetivo pagamento pelas ações adquiridas, incluindo todas as despesas diretamente relacionadas à implementação do objeto do contrato de concessão, comprovada e razoavelmente incorridas (proporcionais aos percentuais de aquisição da Taesa e da ENTE no capital social da IB).

Os valores acima já se encontram corrigidos pela variação da taxa CDI apurada entre 30 de agosto de 2017 e a data de ontem.

“Com a conclusão da Operação, a Taesa passa a deter direta e indiretamente 49,99% da IB, cujo empreendimento (Lote M) conectará as concessões Paraguaçú (Lote 3) e Aimorés (Lote 4) ao Sistema Interligado Nacional (SIN), reforçando, portanto, sua estratégia de crescimento com retornos atrativos e seu compromisso com a geração de caixa e disciplina financeira, além de consolidar seu posicionamento estratégico como uma das maiores empresas de transmissão de energia elétrica do país”, ressaltou a transmissora em seu comunicado.

A Alupar, também por meio de nota e por ser controladora da ENTE, confirmou a operação.

Com a conclusão da negociação, a Alupar passa a deter indiretamente 25,06% da IB.

 

Em referência ao reportado acima, cabe mencionar, aqui, que a ENTE é uma companhia de transmissão de energia elétrica que entrou em operação em fevereiro de 2005, e atualmente integra o sistema de transmissão de energia elétrica nos Estado do Pará e do Maranhão, cobrindo aproximadamente 464,0 km de linhas de transmissão de 500 kV com 3 subestações.

Os objetivos deste sistema são atender à crescente demanda de energia elétrica nas regiões Norte e Nordeste do país, interligar as subestações de Tucuruí, Marabá, Açailândia, tornando-se o quarto circuito da interligação Norte-Nordeste, viabilizar a transmissão do acréscimo da energia gerada decorrente da expansão da UHE Tucuruí e reforçar a conexão entre os sistemas elétricos Sul-Sudeste, Centro-Oeste e Norte-Nordeste.

Adicionalmente, a companhia faz parte do conjunto Transmissoras Brasileiras de Energia (TBE), concessão sobre a qual a Taesa detém 49,9% e a Alupar 50,01% de participação e que possui 14 ativos.

Já em relação ao ativo comprado, o Lote M da IB, esta é uma sociedade de propósito específico, detentora da concessão do serviço público de transmissão de energia para implementação e exploração da Linha de Transmissão de Energia Elétrica, com suas principais características abaixo destacadas:

Dessa forma, esse posicionamento estratégico por parte da Taesa nos faz entender como positivo a notícia reportada pelas companhias no que diz respeito à informação acima destacada, visto que, de maneira direta, o processo de aquisição do Lote M da IB tende a adicionar bastante valor à companhia e também à ENTE no longo prazo, o que pode beneficiar de maneira direta os seus acionistas no que diz respeito ao desempenho operacional da empresa na sua perenidade.

Gostamos muito da companhia do seu segmento, muito por conta da “previsibilidade” dos resultados que podem ser observados neste setor de atuação.

Ainda, o fato da companhia ser, historicamente, uma excelente pagadora de dividendos a seus acionistas, nos deixa ainda mais seguros e satisfeitos em relação ao case.

No mais, somos entusiastas de companhias que atuam em setores perenes e que distribuem bons e crescentes dividendos, como é o caso de Taesa, e acreditamos, ainda, que os números dessa empresa possam vir a melhorar com o aumento dos índices macroeconômicos, IGP-M e IPCA, que já pôde ser observado últimos meses.

Seguimos confiantes no case e mantemos o ativo em nossa carteira Suno Dividendos, como sempre, entretanto, solicitando o respeito ao preço teto de entrada no ativo, de modo que uma margem de segurança satisfatória possa ser obtida na aplicação.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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