A Suzano Papel e Celulose comunicou na última sexta-feira (27) aos seus acionistas e ao mercado em geral que sua proposta apresentada no leilão por área no Porto do Itaqui, conduzido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi recebida como sendo a melhor classificada. A sessão pública para abertura das propostas pelo arrendamento foi realizada na mesma data da divulgação da notícia, ao passo que a apresentação dos documentos de habilitação ocorrerá no próximo dia 6 de agosto.

“Com o arrendamento da área de 53.545 m² por um prazo de 25 anos, prorrogável de acordo com os termos previstos contratualmente e na legislação aplicável, a companhia conquistará uma posição mais competitiva para a exportação da celulose produzida na fábrica instalada no município de Imperatriz, no Maranhão”, ressaltou a Suzano em seu comunicado.

 

Em complemento ao comunicado feito pela companhia acima destacado, vale reforçar, também, que uma vez declarada habilitada e homologado o resultado do referido processo licitatório, a celebração do respectivo contrato de arrendamento estará sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes usuais a esse tipo de transação e prevê o arrendamento de área e infraestrutura públicas para a movimentação de carga geral, especialmente papel e celulose, no Porto do Itaqui, no Maranhão.

Ainda, o investimento estimado no local é de R$ 215 milhões, conforme previsão dos estudos publicados em conjunto com o edital de licitação.

“O terminal é estratégico para a operação da referida unidade e o arrendamento está alinhado, portanto, aos objetivos da Suzano de aumentar a eficiência e a segurança operacionais, e garantir a continuidade de suas operações no longo prazo”, destacou a companhia no mesmo comunicado.

Vale lembrar, ainda, que a companhia opera a Unidade Imperatriz, no Maranhão, desde 2013, sendo essa a sua maior linha única de celulose, que atualmente gera aproximadamente 6.000 empregos diretos e indiretos. O investimento inicial na fábrica com capacidade de 1,5 milhão de toneladas foi de US$ 2,4 bilhões. No ano passado esta capacidade foi ampliada para 1,65 milhões de toneladas anuais.

Além disso, o último ano de 2017 foi marcado pelo início das operações de papéis sanitários em Imperatriz. Para ingressar nesse mercado, foram investidos R$ 540 milhões na construção de duas fábricas – a segunda localizada em Mucuri, na Bahia.

Vale ressaltar, nesse sentido, que os papéis sanitários produzidos pela Suzano atendem à demanda dos mercados Norte e Nordeste do Brasil, região onde a Suzano também atua a partir da Facepa, empresa adquirida no início deste ano por R$ 310 milhões e que possui unidades fabris em Belém (PA) e Fortaleza (CE).

No mais, essa é uma notícia bastante positiva no que tange o operacional da Suzano, dado que possibilitará à companhia uma maior eficiência operacional no que diz respeito à distribuição de seus produtos fabricados na unidade maranhense.

Diante da conjuntura atual do negócio, seguimos apreciando a Suzano, continuando a avaliar a mesma como a companhia de maior destaque e eficiência em seu segmento de atuação.

O preço do seu papel SUZB3, contudo, (R$ 43,40, de acordo com o fechamento do pregão de sexta-feira), ainda não proporciona, em nossa opinião, uma margem de segurança satisfatória, dado que o mesmo representa uma relação Preço / Lucro de 22,11x, nesse momento.

Assim sendo, seguimos de fora da Suzano até que condições de descontos mais atraentes possam ser observados no que diz respeito ao preço de negociação de suas ações ordinárias.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.