O Santander comunicou ontem (22) ao mercado que seus administradores decidiram descontinuar a divulgação de projeções de alguns de seus indicadores para o ano de 2018 feitas em setembro de 2015.

“Apesar do cenário macroeconômico em lenta recuperação no período, o resultado dessas ações nos permitiu antecipar o atingimento das projeções para os indicadores mencionados, antes previstos para o final de 2018. Por este motivo, entendemos que dado o atingimento antecipado dessas projeções, estas não mais refletem nosso cenário atual”, destacou a companhia em seu comunicado.

“O Santander Brasil manterá seus acionistas e o mercado em geral informados acerca de quaisquer novos fatos atinentes ao assunto”, finalizou.

 

No que tange o comunicado feito acima pelo Santander, vale destacar que o mesmo se trata de projeções de alguns de seus indicadores, como por exemplo o Índice de Inadimplência, Índice de Eficiência, Comissões, Base de Clientes Vinculados e Return on Equity (ROE).

Na ocasião, a companhia informou tais projeções conforme indica o quadro abaixo:

“Com mais intensidade em 2016, nossa agenda de transformação comercial baseada em um modelo de negócios mais centrado nos clientes, com foco em uma cultura de servir, nos permitiu aprimorarmos a forma como operamos, com destaque para a ampliação e adequação do nosso portfólio de produtos e serviços, a adoção de processos mais ágeis e otimizados, os resultados significativos de nossa estratégia digital e a adoção do Net Promoter Score (NPS) para monitorar a satisfação dos clientes”, destacou a companhia em relação ao atingimento de sua meta antes do prazo previsto.

“Nosso desempenho reforça a sustentabilidade e a recorrência do nosso modelo de negócios, com foco nos clientes e maior geração de valor aos acionistas”, acrescentou.

Avaliamos, diante do referido comunicado feito pela companhia, que mais uma vez a gestão e a operação do Santander se mostrou eficiente naquilo que se propõe a fazer, fato esse que corrobora de maneira bastante factível a capacidade que a companhia tem de gerar valor para seus acionistas no longo prazo.

Dessa maneira, confirmamos nosso posicionamento de avaliarmos essa companhia, e também o segmento bancário no Brasil como um todo, como um ecossistema que apresenta um dos ambientes mais rentáveis do planeta, por conta disso, gostamos muito dessa conjuntura setorial no país.

O que não gostamos, contudo, é do atual preço de cotação do Santander, o que nos coloca numa posição de espera até que boas oportunidades de entrada no ativo possam ser observadas.

O Brasil é um país de oportunidades, e acreditamos que a qualquer momento possa surgir uma janela interessante para indicação neste valioso banco.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.