Por: Tiago Reis

Radar do mercado: Natura (NATU3) divulga apresentação a analistas e agentes do mercado

A Natura Cosméticos S.A. divulgou no último dia 03 uma apresentação aos analistas e agentes do mercado, referente aos seus resultados do primeiro trimestre de 2019.

A companhia é líder no mercado de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC), e possui as marcas Natura, The Body Shop e Aesop. As três foram unidas em fevereiro de 2018 para formar a nova marca corporativa do grupo: Natura &Co. A nova marca corporativa consolida a criação de um grupo de cosméticos global, multicanal e multimarcas.

 

Fundada em 1987, em Melbourne, a Aesop começou a ser adquirida pela Natura em 2012, com tal processo sendo finalizado em 2016. A The Body Shop foi fundada em 1976, na Inglaterra, e foi adquirida pela companhia em 2017.

Quanto aos resultados, a companhia divulgou crescimento de 7,1% na receita líquida consolidada ajustada, impulsionada pelos três negócios:

  • A Natura apresentou um crescimento de 2,3% em relação ao 1T18, impulsionada pelo crescimento de 10,0% na América Latina, enquanto houve decrescimento de 1,0% no Brasil.
  • A The Body Shop apresentou crescimento, em relação ao 1T18, de 10,2% em sua receita líquida em reais, enquanto esta permaneceu estável quando considerada em moeda constante, com uma queda de 0,2%.
  • A Aesop apresentou crescimento de 34,2% em reais no 1T19, ou 16,3% em moeda constante.

Já com relação ao EBITDA consolidado, o aumento foi de 5,6% em relação ao 1T18, chegando a R$ 336,9 milhões. O EBITDA ajustado foi de R$ 330,8 milhões, representando um aumento de 3,7%. A margem EBITDA ajustado foi de 11,5%.

O lucro líquido foi de R$ 41,9 milhões no 1T19, o que representa um aumento de 72,8%, impulsionado pelo aumento do EBITDA e menor despesa financeira líquida, apesar dos efeitos da hiperinflação na Argentina e os custos de transformação da The Body Shop. É importante notar que ainda que percentualmente pareça um aumento muito significativo, tem-se uma margem líquida muito pequena: cerca de 1,4% no 1T19.

Já o lucro operacional ajustado apresentou queda de 12,1%:

A utilização de caixa livre no 1T19 diminuiu R$ 11,9 milhões em relação ao 1T18. Isso se deve à menor necessidade de capital de giro da Natura, em função dos menores níveis de estoque e aumento das contas a pagar a fornecedores. Ademais, isso compensou parcialmente o aumento sazonal das necessidades de capital de giro da The Body Shop e da Aesop.

O Capex aumentou no período, devido à variação cambial na The Body Shop e na Aesop, além de novos investimentos em tecnologia na The Body Shop e na Natura, além da construção de um centro de distribuição no México.

No que diz respeito ao índice dívida líquida/EBITDA, houve redução de 3,32x para 2,95x quando comparados 1T18 e 1T19. A meta da companhia é chegar ao nível de 1,4x até 2021.

Sendo assim, permanecemos de fora da Natura no momento, pois entendemos que não há uma margem de segurança adequada para o investimento.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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