A Lojas Renner comunicou ontem (18) que revisou todo o seu sistema de Governança Corporativa, na qual novas práticas foram adotadas e outras já existentes foram aprimoradas, com atualizações anteriores no Estatuto Social, nos Regimentos Internos do seu Conselho de Administração e de seus Comitês, do Conselho Fiscal e da Diretoria, bem como, nas diversas políticas corporativas que reforçam as práticas adotadas, entre elas a Política de Divulgação de Fato Relevante e de Negociação de Valores Mobiliários.

Além disso, foi criada a Secretaria de Governança Corporativa, para apoio às atividades relacionadas ao funcionamento de governança, ao atendimento e relacionamento com acionistas e agências de voto, assim como para a proposição e implementação de processos que promovam sempre as melhores práticas.

“Todos os documentos relacionados acima encontram-se no site de Relações com Investidores da companhia”, finalizou a Lojas Renner.

 

Notícia positiva para a companhia, porém sabemos que, no final do dia, o que interessa, de fato, para os acionistas de uma companhia, são os seus resultados operacionais e a capacidade de geração de valor do negócio, como um todo.

Dito isso, o nosso racional acerca da Lojas Renner segue inalterado diante da notícia dada pela companhia no dia de ontem.

A Lojas Renner é a maior varejista de moda no Brasil, com 326 lojas Renner (incluindo 3 lojas no Uruguai), 98 Camicado e 85 Youcom em março de 2018, além das suas plataformas online e a marca exclusiva do e-commerce, Ashua.

Neste sentido, a companhia desenvolve e vende roupas, calçados e moda íntima de qualidade para mulheres, homens, adolescentes e crianças sob 17 marcas próprias, e também vende acessórios e cosméticos por meio de duas marcas próprias e oferece mercadorias em determinadas categorias sob marcas de terceiros.

É importante salientar, entretanto, que apesar dos resultados positivos da companhia, com aumento gradual de Ebitda e lucro líquido, além de diminuição de sua alavancagem, preferimos nos manter de fora do negócio por entendermos que, por atuar num segmento que depende, dentre muitos fatores, da assertividade no lançamento de suas coleções – o que é uma tarefa um tanto quanto complexa e desafiadora – e da aceitação perante o mercado de seus produtos disponibilizados ao público.

Entendemos, assim, que o varejo, como um todo, é um segmento bastante desafiador, e que o varejo de moda, por conta do que comentamos acima, pode ser seguramente considerado como desafiador “ao quadrado”.

Por conta disso, achamos mais prudente seguir de fora das Lojas Renner nesse momento.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.