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Radar do Mercado: Lojas Americanas (LAME4) – reversão de prejuízo é animadora?

By 2 de novembro de 2017 No Comments

A Lojas Americanas anunciou ontem (01) os resultados do terceiro trimestre de 2017 e dos primeiros nove meses de 2017 e, segundo o informado, a receita líquida da controladora no período foi de R$ 2,3 bilhões, crescimento de 3,7% em relação ao 3T16. No consolidado, a receita líquida foi de R$ 3,8 bilhões, variação de -3,2% em relação ao 3T16.

Já o Ebitda ajustado da controladora atingiu R$ 471,2 milhões no 3T17, ao passo que a margem Ebitda ajustada foi de 20,1%. O Ebitda ajustado consolidado totalizou R$ 630,6 milhões no 3T17, atingindo margem de 16,4% da RL, aumento de 1,4 pontos percentuais em relação ao 3T16.

Já o Ebitda ajustado da controladora atingiu R$ 471,2 milhões no 3T17, ao passo que a margem Ebitda ajustada foi de 20,1%. O Ebitda ajustado consolidado totalizou R$ 630,6 milhões no 3T17, atingindo margem de 16,4% da RL, aumento de 1,4 pontos percentuais em relação ao 3T16.

Já em relação ao endividamento da Lojas Americanas, os empréstimos e debêntures consolidados de curto e longo prazo da companhia em 30/09/2017 foram de R$ 15.372,5 milhões. Subtraindo-se a posição de caixa no valor de R$ 9.817,8 milhões (caixa + aplicações financeiras + contas a receber dos cartões de crédito e débito) do total dos empréstimos, é encontra-se um endividamento líquido de R$ 5.554,8 milhões.

Pode-se perceber acima, que pela ótica consolidada, a dívida líquida foi de 2,0x o Ebitda acumulado dos últimos 12 meses, e que o prazo médio de vencimento foi de 822 dias em 30 de setembro último (27 meses).

Na controladora, a dívida líquida foi de 1,7x o Ebitda acumulado dos últimos 12 meses ao passo que o prazo médio de vencimento da dívida foi de 928 dias ao final do último trimestre (30 meses).

A Lojas Americanas é uma das mais tradicionais redes de varejo do país, e conta hoje com mais de 1.150 lojas no território nacional e com 4 centros de distribuição, em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Uberlândia.

Cabe destacar, também, que a rede Lojas Americanas comercializa mais de 60.000 itens de 2.000 fornecedores diferentes, o que faz com que a empresa detenha uma grande participação do comércio brasileiro de brinquedos, bombonière, lingerie, CDs e DVDs, jogos, higiene e beleza e utilidades domésticas.

É interessante notar que a empresa atua também no comércio eletrônico, representado pela B2W – Companhia Digital, companhia a qual a Lojas Americanas possui, inclusive, participação relevante no controle.

Neste sentido, como já salientamos por diversas vezes, entendemos que a grande maioria das empresas de comércio e varejo, no Brasil, sofrem nesse momento uma ameaça concorrencial muito forte por parte da gigante Amazon, que no último mês iniciou a comercialização de um portfólio maior de produtos no Brasil, mercado que, até então, abastecia apenas com o fornecimento de livros.

Não bastasse os resultados pouco satisfatórios da companhia apresentados acima, preferimos também ficar de fora de todas as companhias que estejam na rota de colisão da Amazon nesse momento, e as Lojas Americanas se inclui nessa qualificação.

Por conta disso, seguimos de fora das Lojas Americanas por tempo indeterminado.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.