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    Radar do mercado: Klabin (KLBN4) aprova projeto de expansão no segmento de papéis para embalagem

    A Klabin S.A. (KLBN4) comunicou aos seus acionistas e ao mercado geral, via fato relevante emitido no dia 16 de abril de 2019, que após detalhada revisão dos estudos mercadológicos, de engenharia e de viabilidade econômica, o Conselho de Administração da Companhia aprovou, na mesma data, o projeto de expansão de capacidade no segmento de papéis para embalagem, denominado Projeto Puma II.

     

    O Projeto Puma II visa a construção de duas máquinas de papel, com produção de celulose integrada, localizadas na unidade industrial da Klabin, em Ortigueira – PR. A capacidade total das máquinas será de 920 mil toneladas anuais de papéis Kraftliner. Em tal unidade, já é produzida celulose branqueada com capacidade anual de 1,6 milhão de toneladas, direcionadas para os mercados interno e externo.

    O projeto será realizado por meio de duas etapas diferentes:

    A primeira consiste na construção de uma linha de fibras principal para a produção de celulose não branqueada integrada a uma máquina de papel Kraftliner e Kraftliner branco, com capacidade para 450 mil toneladas anuais.

    Já a segunda etapa contempla a construção de uma linha de fibras complementar integrada a uma máquina de papel Kraftliner com capacidade de 470 mil toneladas anuais.

    A previsão de instalação é de 24 meses para cada etapa, considerando que o início da construção da segunda será imediatamente após o término da primeira.

    O investimento bruto para o projeto foi orçado em R$ 9,1 bilhões, a ser desembolsado entre 2019 e 2023, sendo que cerca de dois terços serão utilizados na primeira etapa. Desse total, cerca de R$ 0,9 bilhão refere-se a impostos recuperáveis.

    Segundo a empresa, o financiamento será pela posição de caixa da companhia, além de geração de caixa proveniente dos negócios correntes, podendo ser complementados com financiamentos, caso existam condições atrativas em termos de custo e prazo.

    Vale ressaltar que estas duas novas máquinas de papel são um diferencial relevante na competitividade tecnológica da companhia, além de melhorar a eficiência de sua operação.

    Também haverá criação de muitos empregos, dos quais a empresa estima 9 mil postos de trabalho no período de obras e 1,5 mil – entre diretos e indiretos – após o início de produção.

    Haverá impacto positivo em função de geração de impostos, benfeitorias socioambientais e desenvolvimento da infraestrutura local.

    No mais, a Klabin é uma companhia brasileira fundada há 120 anos, produtora e exportadora de papéis. Produz papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais, além de comercializar madeira em toras.

    É a única empresa do país a fornecer simultaneamente ao mercado celulose de fibra curta (eucalipto), celulose de fibra longa (pinus) e celulose fluff.

    Possui 18 unidades industriais, sendo uma na Argentina e as demais no Brasil. Conta com escritórios comerciais no Brasil, nos Estados Unidos e na Áustria, além de representantes e agentes comerciais em vários países.

    No que tange aos resultados, quando observamos os referentes a 2018, é possível ver números promissores, indicando bastante crescimento, tanto no EBITDA, quanto nas margens e nas receitas. Além disso, a empresa cresceu nos últimos 29 trimestres, sempre buscando expandir suas operações por meio de investimentos.

    Em 2016, foi inaugurada a Unidade Puma, um empreendimento com desembolso de capital da ordem de R$ 8,5 bilhões, o que provocou uma grande alavancagem da empresa, que foi rapidamente reduzida nos anos seguintes.

    Por fim, apesar dos números positivos, entendemos que seus múltiplos encontram-se num patamar inoportuno para os investimentos. No entanto, acreditamos que no futuro possam existir oportunidades ainda melhores na empresa.

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    Tiago Reis
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