O Itaú Unibanco divulgou ontem (29) ao mercado os seus resultados do 3º trimestre de 2018 e, de acordo com a companhia, nos primeiros nove meses de 2018, o banco alcançou lucro líquido recorrente de R$ 19,3 bilhões, com aumento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2017, e a rentabilidade recorrente anualizada sobre o patrimônio líquido médio foi de 21,7%.

Já o lucro líquido recorrente no 3T18 foi de R$ 6,4 bilhões, resultado esse 3,1% maior que o lucro registrado no 3T17.

Além disso, os seus ativos totais chegaram a R$ 1,6 trilhão e os recursos próprios, captados e administrados totalizaram R$ 2,5 trilhões ao final de setembro de 2018.

Nessa mesma data, o Índice de Basileia foi de 16,9%, demonstrando a forte posição de capital do banco.

A carteira de crédito total ajustada (que inclui garantias financeiras prestadas e títulos privados) atingiu R$ 636,4 bilhões ao final de setembro, com aumento de 10,6% em 12 meses.

Na comparação com o trimestre anterior, as carteiras de crédito de pessoas físicas, de micro, pequenas e médias empresas e da América Latina apresentaram crescimento, o que resultou em alta de 2,1% da carteira total ajustada.

Adicionalmente, ao final de setembro, o índice de inadimplência medido por créditos vencidos há mais de 90 dias apresentou redução de 0,3 ponto percentual em 12 meses, atingindo 2,9%.

No Brasil, a inadimplência de pessoas físicas apresentou melhora de 0,6 ponto percentual em 12 meses, de 5,1% para 4,5%, e a inadimplência de micro, pequenas e médias empresas apresentou melhora de 1,5 ponto percentual, de 4,9% para 3,4%, registrando o menor patamar desde a fusão entre Itaú e Unibanco.

Vale adicionar, também, que nos primeiros nove meses de 2018, as receitas de serviços e seguros somaram R$ 30,7 bilhões, com aumento de 6,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior, como reflexo da melhora da economia e, consequentemente, do maior volume de transações, somados à oferta cada vez maior de produtos e serviços que proporcionam uma experiência completa aos clientes.

No trimestre, no entanto, houve redução de 2,1% frente ao 2T18.

A redução nas receitas de serviços ocorreu em função das menores receitas com serviços de assessoria econômico-financeira e corretagem.

Essas menores receitas foram parcialmente compensadas pelo crescimento das receitas com cartões de crédito.

O menor resultado de seguros está relacionado ao impacto positivo do teste de adequação de passivos realizado no trimestre anterior.

Por fim, o banco atingiu 10,7 milhões de correntistas pessoas físicas que utilizam os canais digitais via internet ou aplicativos móveis no terceiro trimestre de 2018.

Em clientes pessoas jurídicas, esse número já ultrapassou 1,1 milhão.

Mais de 165 mil contas foram abertas de pelo aplicativo Abreconta, de forma totalmente digital, no terceiro trimestre de 2018, o que representa um aumento de 215% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Além disso, os investimentos em tecnologia aumentaram 67% nos últimos 4 anos.

“A relevância cada vez maior dos nossos canais digitais reflete o nosso foco para responder à expectativa dos clientes por uma nova experiência de atendimento, cada vez mais conectada. Isso é evidenciado pela adoção expressiva desses canais, nos quais já registramos aproximadamente 11 milhões de usuários”, afirmou Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco.

No mais, pelos números e informações disponibilizadas pelo Itaú em seu resultado, confirmamos nosso posicionamento de avaliarmos essa companhia como uma das mais rentáveis do planeta no seu segmento e, por conta disso, gostamos muito do seu modelo de gestão e de criação de valor para o acionista no longo prazo.

O que não gostamos, contudo, é do seu preço de cotação, o que nos coloca numa posição de espera até que boas oportunidades de entrada no ativo possam ser observadas.

Para que se compreenda melhor como chegamos a tal conclusão a respeito do preço do ativo, recomendamos a visualização do Suno Responde do dia 24/04, quando nosso sócio fundador, Tiago Reis, demonstrou o seu Valuation do Itaú e informou qual seria o seu preço de entrada ideal no papel.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.