O Itaú Unibanco informou ontem (05) que o Banco Central do Brasil homologou, em 31/10/2018, a deliberação da Assembleia Geral Extraordinária em julho desse ano referente ao desdobramento de ações da companhia.

Assim sendo, serão desdobradas em 50% as atuais 6.536.090.232 ações escriturais, sem valor nominal, representativas do capital social, sendo 3.305.526.906 ordinárias e 3.230.563.326 preferenciais.

Em consequência, os acionistas receberão uma nova ação para cada duas ações da mesma espécie de que forem titulares.

No mercado internacional, a companhia destacou que os valores mobiliários negociados no mercado americano (ADR – American Depositary Receipt) também serão desdobrados em 50%, de modo que os investidores receberão um novo ADR para cada dois ADRs de que forem titulares na data base. Sendo assim, os ADRs continuarão a ser negociados na proporção de uma ação preferencial da Companhia para um ADR.

 

Entendemos que o referido processo desdobramento acima referenciado pelo Itaú objetiva o aumento de liquidez das suas ações, além de, também, conferir melhor patamar para a cotação das ações de sua emissão, a fim de torná-las mais acessíveis aos investidores.

Entretanto, em nossa visão, pouca coisa muda em relação ao business, em si, com a execução de tal processo de desdobramento.

O que é melhor, repartir uma mesma pizza em 4, em 8, ou em 12 pedaços? É indiferente. A única alteração, talvez, é que mais pessoas poderão compartilhar da pizza com o aumento do número de pedaços.

Por conta disso, no que diz respeito ao operacional da companhia, nada se altera.

O que muda é a liquidez de suas ações, que tenderão a aumentar no curto/médio prazo.

Já no que tange os seus dividendos mensais, tais proventos serão mantidos em R$ 0,015 por ação, de modo que os valores totais pagos pela companhia mensalmente aos acionistas serão incrementados em 50% a partir de 02/01/2019. O dividendo mínimo anual assegurado às ações preferenciais também será mantido em R$ 0,022 por ação.

Interessante informar, também, que a partir de 21 de novembro as ações da companhia passarão a ser negociadas ex-direito ao desdobramento, sendo certo que essas novas ações serão incluídas na posição dos acionistas em 26 desse mesmo mês.

Ademais, confirmamos nosso posicionamento de avaliarmos essa companhia como uma das mais rentáveis do planeta no seu segmento e, por conta disso, gostamos muito do seu modelo de gestão e de criação de valor para o acionista no longo prazo.

O que não gostamos, contudo, é do seu preço de cotação, o que nos coloca numa posição de espera até que boas oportunidades de entrada no ativo possam ser observadas.

O Brasil é um país de oportunidades, e acreditamos que a qualquer momento possa surgir uma janela interessante para indicação neste valioso banco.

Para que se compreenda melhor como chegamos a tal conclusão a respeito do preço do ativo, recomendamos a visualização do Suno Responde do dia 24/04, quando nosso sócio fundador, Tiago Reis, demonstrou o seu Valuation do Itaú e informou qual seria o seu preço de entrada ideal no papel.

Por fim, reforçamos nossa indicação de participação na companhia através de Itaúsa, empresa que faz parte de nossas carteiras Suno Dividendos e Suno Valor e possui participação relevante no Itaú.

Sugerimos, entretanto, o respeito ao preço teto de entrada para que, assim, margens de seguranças satisfatórias possam ser estabelecidas na aplicação.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.