O Itaú Unibanco anunciou ontem (17) a entrada da marca Credicard no segmento de adquirência, com uma família de maquininhas para pagamentos com cartões que serão oferecidas especialmente a autônomos, microempreendedores e pequenas empresas, no modelo de venda de equipamentos.

Segundo o informado, as primeiras lançadas são a POP Credicard e a Mega POP Credicard, e uma terceira deve chegar ao mercado ainda este ano.

A companhia salientou, ainda, que em todas as situações, “a proposta é se diferenciar com curto prazo de pagamento aos lojistas e taxas bastante competitivas – posicionadas entre as melhores do mercado”.

“Pela proximidade e identidade com o público-alvo, Ivete Sangalo foi escolhida para anunciar a novidade que chega agora ao mercado”, ressaltou o Itaú.

 

No que tange tal comunicado feito pelo banco, é interessante mencionar que a POP Credicard (nome comercial que será utilizado para as maquininhas do Itaú) é um modelo sem bobina, que funcionará com chip e Wi-Fi, nas funções débito, crédito, alimentação e refeição e com aceitação das principais bandeiras.

A maquininha será vendida por 12x de R$ 29,90 e poderá ser solicitada pelo site pelos empreendedores a partir da sexta-feira (20).

Quanto às suas taxas, tanto no débito quanto no crédito, a proposta é de que estejam entre as mais competitivas do mercado, de acordo com o que informou o Itaú.

Neste sentido, as operações de débito terão taxa de 1,99% sobre o valor de cada venda e as de crédito à vista, de 3,98% – com recebimento em 1 dia útil e até 2 dias úteis, respectivamente.

Foi informado, ainda, que outra versão da maquininha já em operação é a Mega POP Credicard, que é similar ao POS convencional, com bobina para impressão do comprovante de vendas.

A previsão é de que ainda este ano também seja lançada a Mini POP Credicard, uma opção mais barata que vai funcionar conectada ao celular via Bluetooth.

Ainda de acordo com o comunicado, a escolha da Credicard para esse lançamento está relacionada à força e à nova proposta da marca, que se reposicionou no mercado de meios de pagamento eletrônicos para acompanhar as mudanças de comportamento e tecnológicas do mundo e atender às necessidades do público-alvo.

“Hoje, quando falamos de Credicard, estamos falando de uma marca que mudou para estar mais conectada às necessidades dos clientes e com capacidade de resposta mais rápida a elas”, afirmou Marcos Magalhães, diretor-executivo do Itaú Unibanco.

“Esses princípios criaram condições para que conseguíssemos atender às expectativas dos pequenos comerciantes da maneira como eles expressaram em nossas pesquisas: com uma entrega objetiva e descomplicada, tanto no uso do equipamento quanto na forma de recebimento”, complementou o executivo.

No mais, tal iniciativa do Itaú demonstra ser uma estratégia que coloca uma marca ‘top of mind’ para combater a PagSeguro sem canibalizar a Rede, a principal credenciadora do banco, cuja oferta de serviços e preço são mais robustos.

Assim sendo, em vez de aproveitar a estrutura da Rede, o Itaú vai entrar como uma nova adquirente ‘full’ com a marca Credicard — que já vinha sendo usado como marca de ‘combate’ do banco com o Credicard Zero, um cartão de crédito sem anuidade criado para concorrer com o Nubank.

Neste cenário, entendemos que tal projeto do banco tenderá a impactar de maneira ainda mais intensa o segmento de adquirência no mercado brasileiro, fator esse que já vem deteriorando as margens e as rentabilidades das empresas atuantes no setor de maneira bem forte já a alguns anos.

É claro que, como esse não é o core business do Itaú – um dos bancos mais rentáveis do planeta – nada muda em nosso posicionamento a respeito da companhia.

Para que se compreenda melhor como avaliamos a atual conjuntura a respeito do preço do ativo, recomendamos a visualização do Suno Responde do dia 24 de abril desse ano, quando nosso sócio fundador, Tiago Reis, demonstrou o seu Valuation do Itaú e informou qual seria o seu preço de entrada ideal no papel.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.