A Itaúsa – Investimentos Itaú – comunicou ontem (13) ao mercado que o seu Conselho de Administração, em reunião realizada na véspera, aprovou a elevação do valor do dividendo trimestral, de R$ 0,015 para R$ 0,02 por ação, a partir do pagamento que será efetuado em 02 de janeiro de 2019, por conta do dividendo obrigatório de 2018, tendo como base de cálculo a posição acionária final do próximo dia 30.

“Essa elevação representará incremento de 33,3% nos dividendos pagos trimestralmente aos acionistas”, finalizou a Itaúsa em seu comunicado.

 

A Itaúsa é uma holding de muito sucesso no Brasil, e carrega consigo o mérito de ter uma relevante participação societária em um dos bancos mais rentáveis do planeta, o Itaú Unibanco.

O referido anúncio da elevação no pagamento dos dividendos trimestrais pode ser interpretado como uma boa notícia para seus acionistas e segue dentro do esperado pela companhia, que, historicamente, apresenta um aumento interessante de volumes pagos por ano.

Neste sentido, é importante destacar que o Itaú apresenta uma parcela importantíssima do portfólio da Itaúsa, isto por que, em relação aos proventos pagos pela holding, grande parte desse montante é proveniente também do pagamento direto e indireto de dividendos pelo Itaú Unibanco.

Ainda em relação à Itaúsa, é interessante adicionar que, no dia de ontem, a Duratex (companhia que faz parte do portfólio de empresas da Itaúsa) comunicou ao mercado que promoverá as seguintes alterações na composição de sua Diretoria:

– A Sra. Andrea Freire Hoppe Martins assumirá a Diretoria Comercial da Unidade de Negócios Deca, no início de dezembro;

– A atual Gerente de Desenvolvimento Organizacional, Sra. Glizia Maria do Prado, assumirá a Diretoria de RH em substituição à Sra. Maria Julieta Pinto Rodrigues Nogueira, que terá seu contrato rescindido no final de dezembro; e

– O atual Diretor de TI e Negócios Digitais, Sr. Marcelo Tahara Koji, será desvinculado da companhia no mês de janeiro/2019;

No que diz respeito a Duratex, em si, entendemos que a companhia depende muito da performance do setor de construção civil que, como se sabe, vem apresentando certa dificuldade com o cenário político e econômico brasileiro dos últimos anos, apesar de um gradual princípio de recuperação ter sido observado ao final do ano de 2017.

É claro que, com a melhoria da conjuntura como um todo, que segue num caminho de retomada, esse setor de atuação tende, também, a acompanhar o otimismo do mercado.

Porém, como os produtos da Duratex são geralmente utilizados na fase final de acabamento das obras, entendemos que deva demorar um certo tempo a mais para que esse segmento, de fato, volte a se consolidar na economia.

É interessante lembrar, conforme citado anteriormente, que a Itaúsa detém participação relevante na composição acionária da companhia, possuindo 40% de participação no negócio.

Dessa forma, nossos assinantes que seguem nossas recomendações, indiretamente também possuem uma fatia da Duratex no seu portfólio através dessa holding que, diga-se de passagem, possui uma equipe de gestão muito competente e que entendemos que possa vir a fazer um trabalho a médio-longo prazo interessante na Duratex, no que diz respeito à sua performance e geração de valor para seus acionistas.

Gostamos muito da Itaúsa, a qual recorrentemente, inclusive, a citamos amigavelmente como sendo a “Berkshire Hathaway brasileira”.

Seguimos com a companhia em nossas carteiras Suno Valor e Suno Dividendos e, como sempre, solicitamos a nossos assinantes que respeitem o preço teto de entrada neste excelente ativo de alto valor agregado.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.