O IRB Brasil Resseguros divulgou ao mercado ontem (02) os seus resultados do segundo trimestre do ano de 2018 e, de acordo com a documentação, o período foi positivo para a companhia, apesar dos desafios trazidos por um cenário macroeconômico ainda em processo de expansão no país.

Como resultados dessa performance positiva, a companhia encerrou o 2T18 com um crescimento de 27,8% no volume total de prêmio emitido em relação ao mesmo período de 2017, alcançando R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 1,2 bilhão emitidos no Brasil e R$ 721 milhões emitidos no exterior. Destacou-se também a efetivação de 90 novos contratos no período, tanto no Brasil quanto no exterior

Ainda em relação ao segundo trimestre, o resultado de underwriting atingiu R$ 296,3 milhões no período, uma expansão de 77,7%, quando comparado ao segundo trimestre de 2017.

O aumento no volume total de prêmio emitido de 27,8% combinado com uma queda no índice de sinistralidade no período, que passou de 61,3% no segundo trimestre de 2017 para 56,6% no segundo trimestre de 2018, sustentaram o avanço robusto no resultado de underwriting da companhia.

Adicionalmente, no 2T18, o resultado financeiro e patrimonial totalizou R$ 208,6 milhões, uma queda de 10,4% em relação ao segundo trimestre de 2017, portanto, inferior à queda de 41,5% da Selic média que passou de 10,92% no segundo trimestre de 2017 para 6,39% no segundo trimestre de 2018.

Assim, a rentabilidade da carteira de investimentos foi equivalente a 139% do CDI, uma expansão de 3 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2017 (136% do CDI), sustentada essencialmente pela posição long em US dólar que a companhia mantinha no período.

Como consequência, no segundo trimestre de 2018 o lucro líquido do IRB avançou 24,0% em relação ao mesmo período de 2017, totalizando R$ 287,3 milhões, com um retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 33% no trimestre e de 30% no acumulado do ano, um avanço de 3 pontos percentuais sobre o segundo trimestre de 2017 e 2 pontos percentuais sobre o primeiro semestre de 2017.

No mais, os números da companhia reforçam nossa opinião de que o business, por atuar num segmento ainda subpenetrado no Brasil, aliado com a capacidade já comprovada de sua gestão de conseguir consistentemente gerar valor a seus acionistas, ainda pode em muito ampliar os seus resultados no médio/longo prazo.

Além disso, o IRB apresenta, também, uma conjuntura interessante de pagamento de proventos a seus acionistas.

Há de se destacar, também, que a companhia relatou que irá realizar a sua teleconferência hoje às 11:00 (horário de Brasília).

Sugerimos a participação daqueles que tiverem disponibilidade para compreender melhor os resultados dessa empresa que acreditamos que ainda apresenta um belo horizonte de valorização em seu caminho.

Para acompanhar o evento, basta acessar o canal de Relacionamento com Investidores da companhia, em seu WebSite.

Ademais, lembramos que, pelo fato de o mercado ter reconhecido o valor de suas ações, o IRB se tornou uma das opções que oferecem menor margem de segurança no seu segmento nesse momento, embora ainda continue sendo uma ótima empresa, inegavelmente.

Como sempre costumamos afirmar, em nossa visão, por mais que uma empresa seja muito boa, não vemos sentido em recomendá-la se seus preços e valuation estejam caros, pois, deste modo, estamos comprometendo a margem de segurança de nossos assinantes e leitores.

Ressaltamos, no entanto, que, para aqueles que desejam permanecer com IRBR3 em carteira, nós não vemos problema algum, pois trata-se de uma empresa sólida, de números operacionais positivos e boas métricas de rentabilidade. Porém, apenas sugerimos que não aumentem a posição no ativo, ao menos nos preços atuais.

Portanto, continuaremos a observar a evolução dos números do IRB e também acompanhando seus resultados, e, caso a empresa volte a negociar em um valuation que consideremos interessante, é possível que se faça viável novamente, em nossa visão, uma conjuntura favorável de investimentos voltada para o longo prazo na companhia.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.