A Iguatemi Empresa de Shopping Centers comunicou ontem (04) aos seus acionistas, ao mercado em geral e aos demais interessados as suas estimativas para 2019 e, segundo a companhia, a estimativa de crescimento da Receita Líquida para 2019 se encontra entre 5-10%, margem EBITDA entre 75-79% e investimentos entre R$ 150 – R$ 200 milhões.

A companhia destacou, no entanto, que tais informações estão baseadas em premissas razoáveis, sujeitas a diversos fatores, muitos dos quais não estão e nem estarão sob o seu controle.

 

Para uma melhor visualização das estimativas da companhia, segue abaixo um quadro com os dados enaltecidos anteriormente:

Em relação à companhia, o Iguatemi Empresa de Shopping Centers é uma das maiores empresas full service no setor de shopping centers do Brasil.

Suas atividades englobam a concepção, o planejamento, o desenvolvimento e a administração de shopping centers regionais, outlets e complexos imobiliários de uso misto com torres comerciais.

Vale destacar que a companhia detém participação em 16 shopping centers, 2 premium outlets e 3 torres comerciais, que juntos totalizam 757 mil m² de ABL total, sendo a sua ABL própria correspondente a 459 mil m².

A Iguatemi participa, ainda, da administração de 15 dos seus 16 shoppings centers, do seu premium outlet e das suas torres comerciais.

Gostamos do Iguatemi e do seu modelo de gestão.

Vale ressaltar que a tendência de queda de inflação e a sequência de manutenção das taxas de juros no país fortalecem ainda mais o ambiente de varejo e restaura a confiança em uma perspectiva operacional ainda melhor da companhia.

Entretanto, apesar entendermos que existe uma perspectiva bastante coerente de melhora de performance da empresa no médio prazo, recomendamos aos investidores que tenham interesse em investir em ativos de shoppings centers, que o façam por meio de fundos imobiliários (FII’s).

Normalmente, os FII’s possuem uma estrutura muito mais enxuta do que possuem as empresas do setor, pois estes não pagam impostos sobre as receitas, também não possuem uma estrutura “pesada” com diretores e conselheiros, não pagam imposto de renda, além de, geralmente, não possuírem dívidas e consequentemente despesas financeiras, ao contrário de uma empresa aberta.

Neste sentido, inclusive, escrevemos um relatório bastante completo para nossos assinantes, que foi disponibilizado no dia 01 de fevereiro do ano passado, tratando deste assunto com bastante profundidade.

Recomendamos a leitura.

Ademais, por conta do que foi abordado acima, preferimos seguir de fora da Iguatemi por entendermos que existem oportunidades melhores para este tipo de investimento nos fundos imobiliários.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.