Por: Tiago Reis

Radar do Mercado: Helbor (HBOR3) – Apesar de aumento nas vendas na sua prévia operacional, situação segue desafiadora

A Helbor Empreendimentos anunciou ontem (19) os resultados operacionais preliminares e não auditados referentes ao segundo trimestre de 2018 (2T18) e do primeiro semestre de 2018 (1S18) e, de acordo com a companhia, as Vendas Contratadas Totais do 2T18 somaram R$ 345,4 milhões, aumento de 3,9% em relação ao 2T17 e 48,3% em relação ao 1T18. No primeiro semestre deste ano, as vendas atingiram R$ 611,9 milhões, 2,9% maior em relação ao atingindo no mesmo período de 2017.

Já as Vendas sobre Oferta (VSO), considerando-se a parte Helbor, atingiu 11,7% no trimestre e 18,4% nos primeiros seis meses do ano. O VSO LTM parte Helbor, que considera os últimos 12 meses, registrou 31,5%.

Já os Lançamentos, no 2T18, atingiram R$ 120,7 milhões em VGV total 17% menor quando comparado ao 1T18. O VGV parte Helbor totalizou R$ 96,6 milhões.

No que diz respeito às entregas, no 2T18 totalizaram R$ 177,1 milhões em VGV Total ou R$ 141,7 milhões em VGV Parte Helbor, na época do lançamento, correspondendo a 644 unidades entregues no período.

 

A Helbor é uma das principais incorporadoras imobiliárias do Brasil, com presença em 28 cidades localizadas em 10 estados (além do Distrito Federal, estabelecidos primordialmente nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste do país.

Além de exercer atividades no setor de incorporação imobiliária, a companhia também atua na incorporação de empreendimentos do segmento comercial, hoteleiro e de loteamentos com completo desenvolvimento urbano.

Apesar de o referido comunicado acerca de seus resultados preliminares demonstrar um aumento considerável de vendas contratadas totais frente ao mesmo período do ano passado e em relação ao 1T18, cabe destacar que, segundo os seus resultados do trimestre passado, a Helbor segue apresentando uma trajetória descendente de seus números, que fica evidenciado pela variação do seu Ebitda – que é uma proxy da geração de caixa da companhia – que vem sendo negativo nos últimos 7 trimestres seguidos.

Além disso, a sua dívida líquida também apresenta níveis que já podem ser considerados, no mínimo, alarmantes, tendo, no último período, registrado um nível de pouco mais de R$ 1,7 bilhões, representando 100,8% do seu Patrimônio Líquido Consolidado.

Entendemos, entretanto, que o setor de atuação da companhia, como um todo, foi bastante afetado pela grave recessão à qual o país se submeteu nos últimos anos.

É bem provável que os resultados da empresa voltem a ser satisfatórios com o reaquecimento da economia, aumento dos empregos e diminuição das taxas de juros.

Também é prudente esperarmos pelos resultados oficiais de seus números em relação ao 1T18, que devem ser anunciados dentro das próximas semanas.

Isto posto, mantemos nosso posicionamento de que, enquanto a Helbor não virar esse jogo, preferimos seguir de fora, tanto da empresa como do seu segmento de atuação, por tempo indeterminado.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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