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    Radar do Mercado: Energias do Brasil (ENBR3) – Operação encerra processo de venda de pequenas centrais hidrelétricas no MS

    Radar do Mercado: Energias do Brasil (ENBR3) – Operação encerra processo de venda de pequenas centrais hidrelétricas no MS

    A EDP – Energias do Brasil – comunicou ao mercado que, no último dia 24, assinou um contrato de compra e venda de quotas com a CEI – Energética Integrada Ltda. para alienar 51% do capital social da Costa Rica Energética Ltda.

    “Com a presente transação conclui-se o processo de alienação de pequenas centrais hidrelétricas no Estado do Mato Grosso do Sul, iniciado com a venda da Pantanal Energética Ltda, com capacidade instalada de 51,1 MW, que foi concluída em 29 de janeiro de 2016”, ressaltou a companhia em seu comunicado.

    A Energias do Brasil encerrou o seu comunicado repassando que manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados sobre a operação.

     

    É interessante ressaltar que a Costa Rica possui uma pequena Central Hidrelétrica com capacidade instalada de 16 MW, localizada no estado do Mato Grosso do Sul, e que a mesma possui casa de força abrigada, três Unidades Geradoras, com  Turbinas do tipo Francis, eixo horizontal, com Potência Total de 16,0 MW; barragem/vertedouro em concreto tipo gravidade com extensão de 73m e altura máxima de 5,50mm; e demais estruturas: descarregador de fundo, canal de adução, tomada d’água, 3 condutos forçados, canal de fuga e subestação, e que, em 1998 a usina iniciou sua operação comercial.

    Adicionalmente, a Costa Rica Energética possui autorização, através da Resolução ANEEL Nº 468/2001, para explorar o potencial hidráulico até o ano de 2031. Com potência instalada de 16,00 MW, a usina hoje está em pleno funcionamento.

    Até então, a usina era operada através do Centro de Operação de Geração da ENERGEST, empresa do grupo Energias do Brasil – EDP, que era a empresa responsável pela Operação e Manutenção da usina, sendo a SILEA responsável pela gestão da Costa Rica Energética Ltda.

    Em relação à operação, o valor da mesma é de R$ 40,4 milhões, a ser ajustado entre a presente data e a data de fechamento.

    A transação está sujeita, ainda, à verificação de determinadas condições precedentes usuais a esse tipo de transação, dentre as quais se incluem: a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE; e a aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.

    Mesmo sem ainda se confirmar, avaliamos como positivo o anúncio feito pela companhia em relação à tal venda do ativo, muito por conta de a mesma encerrar o processo de alienação de pequenas centrais hidrelétricas no Estado do Mato Grosso do Sul, iniciado com a venda da Pantanal Energética Ltda, com capacidade instalada de 51,1 MW, que foi concluída em 29 de janeiro de 2016.

    No mais, vale destacar que a EDP – Energias do Brasil – é uma companhia que atua nos segmentos de Geração, Distribuição, Transmissão, Comercialização e Soluções de energia elétrica, tendo sua sede na cidade de São Paulo.

    A empresa possui ativos em 12 estados: Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins e é controlada pela EDP Energias de Portugal S/A, uma das maiores operadoras europeias no setor energético.

    No que diz respeito à sua atuação em geração de energia, a EDP possui uma capacidade instalada de 2,76 GW relativa ao portfólio de usinas hidrelétricas e térmicas e aposta em um modelo de negócios cujas bases são a eficiência nas operações, a otimização de portfólio, o compromisso com a execução, o gerenciamento de riscos e de crises e a capacidade de antecipar entregas.

    Ainda, os ativos de Geração da EDP estão presentes em sete estados brasileiros: Amapá, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Tocantins.

    Por fim, gostamos muito da companhia e do seu setor de atuação como um todo e, por conta disso, mantemos o ativo e nossa carteira Suno Divindendos.

    Lembramos sempre a nossos assinantes a importância do respeito ao preço de entrada no ativo recomendado.

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    Tiago Reis
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