A EDP Energias do Brasil divulgou ontem (17) ao mercado as informações referentes ao mercado de energia elétrica do primeiro trimestre de 2018 (1T18) dos seus segmentos de atuação.

Segundo o informado, o volume de energia distribuída apresentou aumento no trimestre, sendo de +3,6% na EDP São Paulo e de +0,4% na EDP Espírito Santo, totalizando crescimento de +2,3% na EDP Distribuição, com destaque para o crescimento de 3,1% da classe Industrial e de 2,1% da classe Comercial.

De acordo com a companhia, tal crescimento é resultante da recuperação da atividade econômica nos dois estados; do crescimento de 4,3% da produção industrial no país, da inflação em níveis baixos; da redução na taxa de juros; bem como da melhora na renda e na expectativa positiva em relação à recuperação do mercado de trabalho.

Em relação ao segmento de geração, a companhia demonstrou que vem implementando medidas de proteção do portfólio a fim de minimizar os impactos do GSF e da oscilação do PLD desde o 2017, através da gestão de energia descontratada e de contratos de curta duração. Dessa maneira, a Companhia finalizou o trimestre com 16% de sua energia “hedgeada” para 2018.

Já o volume de energia comercializada totalizou 4.086 GWh, aumento de 30,5%, decorrente de volatilidade dos preços de mercado que variaram entre R$ 80,00/MWh e R$ 303,0/MWh, associada a alta liquidez do mercado que beneficiou operações de tomada de posição long e short; da maior alocação de energia dos agentes para o 1S18, gerando um aumento da liquidez de curto prazo; maior volume de energia disponível no mercado, proveniente das descontratações de energia das distribuidoras através dos Mecanismos de Compensação de Sobras e Déficits – MCSD ou acordos bilaterais; do aumento no volume de energia vendida para os novos consumidores livres, reflexo das migrações dos clientes do mercado cativo para o mercado livre; e do leilão de sazonalização de energia, utilizado para ajustar a curva de volume energético da Comercializadora.

 

De acordo com os dados disponibilizados pela   ( ) no dia de ontem, é coerente deduzir que os resultados referentes ao primeiro trimestre do ano de 2018 – previstos para serem divulgados ao mercado no próximo dia 09 de maio – possam vir satisfatórios, seguindo a tendência de recuperação econômica que começou a ser percebido no Brasil em meados do primeiro semestre de 2017, e também em linha com o último resultado operacional apresentado pela companhia ao mercado referente ao 4T17.

Na ocasião, a EDP Energias do Brasil demonstrou porque é uma empresa de gestão qualificada e de boa rentabilidade, e entregou um resultado muito bom em um ano desafiador para as empresas de energia, confirmando nossa visão positiva em relação à empresa.

No referido período, a companhia conseguiu compensar um resultado mais fraco em geração hídrica com ótimos resultados em comercialização, além de melhoras operacionais em outros segmentos, como o de distribuição e geração térmica.

Além disso, a empresa também continuou a mostrar que valoriza seu acionista, isto por que seguiu entregando dividendos crescentes, tendo pago R$ 367 milhões em proventos aos acionistas em 2017.

Para 2018, com a recuperação do cenário econômico, que deve continuar beneficiando o segmento de distribuição, além de um cenário hídrico mais forte, e a entrada da operação da UHE São Manoel, estimamos que a empresa deverá finalizar o ano com crescimento.

Há, ainda, a questão envolvendo a compra de participação na Celesc, que também poderá potencializar os resultados da empresa, principalmente com ganhos de eficiência, sinergias e redução de perdas e, por conta disso, apreciamos muito da companhia e oseu setor de atuação como um todo.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.