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    Radar do Mercado: Engie (EGIE3) – Transmissão se torna nova linha de negócios

    Radar do Mercado: Engie (EGIE3) – Transmissão se torna nova linha de negócios

    A Engie Brasil Energia, por meio de nota divulgada na última sexta-feira (15), comunicou ao mercado que, por meio de suas empresas controladas, arrematou no Leilão de Transmissão nº 02/2017, promovido na mesma data pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    Na operação, a empresa apresentou oferta de R$ 231,7 milhões, representando um deságio de 34,80% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) prevista pela Agência no valor de R$ 355,4 milhões.

    O Lote 1 é composto por linhas de transmissão com de extensão de 1146 quilômetros (km) e subestações com 3366 megavolt-ampere (MVA) de potência, localizadas no Paraná. A finalidade do lote é atender a região Centro-Sul paranaense.

    A companhia destacou, ainda, que o prazo da concessão do serviço público de transmissão, incluindo a construção, a montagem, a operação e a manutenção das instalações de transmissão, será de trinta anos, contado da data de assinatura do contrato de concessão.

    “Esse Leilão marca a entrada da Engie Brasil Energia no setor de transmissão de energia no Brasil como uma nova linha de negócios, complementar a nosso portfólio atual de geração. Arrematamos lote localizado em estado no qual já atuamos, o que deve gerar sinergias operacionais. Esse é mais um passo da companhia na busca de geração de valor aos nossos acionistas”, afirmou Eduardo Sattamini, Diretor-Presidente.

     

    A Engie, até então, era uma das maiores geradoras privada de energia elétrica do país, operando uma capacidade instalada de 10.290 MW em 32 usinas em todo o Brasil, o que representa cerca de 6% da capacidade do país.

    Com o referido anúncio do arremate do Lote 1, realizado no Leilão de transmissão que aconteceu nesta sexta-feira, 15, na sede da B3, em São Paulo, a companhia aumentará o seu portfólio de serviços prestados e passará atuar, também, atuando na atividade de transmissão de energia.

    A geradora já havia disputado lotes no leilão anterior, mas não havia sido bem-sucedida, na ocasião.

    Vale ressaltar que o Lote 1 é composto por linhas de transmissão com de extensão de 1146 quilômetros (km) e subestações com 3366 megavolt-ampere (MVA) de potência, localizadas no Paraná, e a sua finalidade é atender a região Centro-Sul paranaense.

    Gostamos muito da expansão das atividades que passarão a ser exercidas pela companhia, e ficamos ansiosos para entender como será o desenvolvimento de sua gestão no que diz respeito ao operacional do referido segmento.

    É interessante destacar que, até então, a Engie era uma companhia que se destacava, também, por investir em processos de energias alternativas, isto por que o grupo possui 90% de sua capacidade instalada no país proveniente de fontes limpas, renováveis e com baixas emissões de gases de efeito estufa, posição que tem sido reforçada pela construção de novas eólicas no nordeste do país.

    Além disso, o grupo também oferece serviços relacionados à energia, engenharia e integração de sistemas, atuando no desenvolvimento de soluções de telecomunicações segurança e sistemas de gerenciamento de risco, mobilidade urbana, iluminação pública, aeroportos, soluções digitais (plataforma customizada de software), segurança pública e infraestruturas críticas.

    Contando atualmente com 3.000 colaboradores, a Engie vem apresentando resultados consistentes e crescentes ao longo do tempo, tendo apresentado, no terceiro trimestre deste ano, um crescimento de 3,2% na sua receita líquida, em comparação ao montante apurado no 3T16, totalizando R$ 1.654,7 milhões no 3T17.

    Já o lucro líquido foi de R$ 358,0 milhões no 3T17 (R$ 0,5485/ação), valor 9,8% (R$ 38,9 milhões) abaixo do alcançado no terceiro trimestre de 2016 (3T16).

    Consequentemente, o Ebitda apurado no período foi de R$ 710,8 milhões, queda de 11,9% (R$ 96,3 milhões) em comparação ao 3T16. A margem Ebitda foi de 43,0% no 3T17, redução de 7,4 p.p. em relação ao 3T16.

    Em relação ao endividamento da companhia, ao fim do terceiro trimestre a dívida líquida (dívida total menos depósitos vinculados à garantia do pagamento dos serviços da dívida e caixa e equivalentes de caixa) era de R$ 1.464,0 milhões, aumento de 91,4% em relação ao registrado ao fim do 3T16.

    Entretanto, um ponto positivo a respeito destes compromissos é o fato de a maior parte dele ter o seu vencimento no longo prazo, o que transmite certa serenidade no que diz respeito ao seu manuseio.

    É importante destacar, também, que a empresa apresenta um histórico interessante em distribuição de dividendos, apresentando com frequência, inclusive, o pagamento da totalidade de seus resultados para os acionistas.

    Gostamos muito da empresa e também do setor em que atua (geração), e também do que passará a atuar (transmissão) com o referido comunicado acerca do arremate, e entendemos que, a princípio, a operação tenderá a gerar bastante valor agregado a seus acionistas no médio prazo.

    Entretanto, é interessante lembrar que já apresentamos em nossas carteiras, tanto na Suno Dividendos e na Suno Valor, empresas atuantes do mesmo setor.

    Por conta disso, e também por preferirmos, nesse momento, procurar entender melhor como serão os próximos passos da empresa na ampliação de sua prestação de serviços e, por isso, achamos mais prudente seguirmos de fora e reforçar nossas recomendações nas ações indicadas nas carteiras, lembrando sempre aos investidores que procurem respeitar seus respectivos preços tetos sugeridos.

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    Tiago Reis
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