A Weg apresentou ao mercado ontem (25) os seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2017 (3T17).

Foi possível observar, de acordo com os números, a consolidação de melhorias no setor industrial brasileiro, permanecendo-se a tendência de recuperação gradual após uma recessão prolongada.

“Nosso foco continua sendo a preservação da competitividade de longo prazo, realizando ajustes operacionais e controle dos custos. Apesar do desempenho dos produtos de ciclo longo e da pressão dos custos das matérias primas no curto prazo, conseguimos manter nossa rentabilidade no mesmo nível do primeiro semestre”, destacou a Weg em trecho de sua apresentação.

 

De acordo com a empresa, a referida a recuperação anunciada nos seus resultados está concentrada nos produtos de ciclo curto, com destaque para indústrias ligadas ao consumo e ao agronegócio.

Já para os produtos de ciclo longo, a Weg destacou que a demanda atual continua abaixo das expectativas e limitada a reposição de equipamentos.

Adicionalmente, na área de GTD (Geração, Transmissão e Distribuição), a postergação para 2018 das entregas em um dos projetos de geração eólica afetou negativamente a receita do trimestre, contribuindo ao mesmo tempo para alongar a carteira de 2018.

No que diz respeito ao mercado externo os sinais de recuperação são consistentes, e pôde-se observar que houve um crescimento recorrente na entrada de pedidos de produtos de ciclo curto, principalmente na Europa e Ásia e alguns projetos de produtos de ciclo longo na América do Sul, na Europa e na Austrálasia.

Em relação a seus números no período, a receita operacional líquida apresentada pela Weg foi de R$ 2.435,1 milhões no 3T17, 8,8% maior que no 3T16 e 6,8% maior que no 2T17.

Como consequência, o lucro líquido da Weg foi de R$ 312,0 milhões, 21,4% maior do que no 3T16 e 14,6% maior do que no 2T17. A margem líquida foi de 12,8%, 1,3 ponto percentual maior do que no 3T16 e 0,9 ponto percentual maior do que no 2T17.

Já em relação ao seu Ebitda – que é uma proxy da sua geração de caixa – este indicador atingiu, no período, R$ 388,4 milhões e a margem Ebitda atingiu 16,0%, 0,9 ponto percentual maior que no 3T16 e 0,2 ponto percentual menor do que no 2T17.

Adicionalmente, em relação a suas disponibilidades e seu endividamento, em 30 de setembro de 2017 o montante disponível pela Weg e suas aplicações financeiras totalizavam R$ 4.909,1 milhões, aplicados majoritariamente em moeda nacional, segundo a companhia.

Paralelamente, a dívida financeira bruta totalizava R$ 4.472,6 milhões, sendo 39% em operações de curto prazo e 61% em operações de longo prazo. O caixa líquido totalizava R$ 436,4 milhões.

Pode-se perceber, de acordo com os números, que os resultados da companhia vêm apresentando consistência, e demonstram que, realmente, o momento de recessão no Brasil parece estar chegando ao seu fim.

A Weg é uma das maiores fabricantes mundiais de equipamentos eletroeletrônicos e também faz parte de um pequeno grupo de companhias que representam o país com bastante competência no mercado internacional.

Contudo, o que não gostamos na companhia nesse momento é o seu preço e, como sempre, seguimos de fora da Weg até que boas oportunidades de indicação de entrada neste ativo surjam no mercado de maneira satisfatória e que forneçam boas margens de segurança a nossos assinantes.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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