A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais – Usiminas – divulgou, na última sexta-feira (27), os seus resultados do terceiro trimestre do exercício de 2017 (3T17).

De acordo com o reportado pela companhia, o volume de vendas de aço atingiu o patamar de 1,0 milhão de toneladas, enquanto que o volume de vendas de minério de ferro foi de 904 mil de toneladas.

Além disso, é importante um destaque especial à receita líquida do 3T17 que foi de R$2,7 bilhões, contra R$2,6 bilhões, um aumento de 6,5% em relação à do 2T17.

Cabe aqui ressaltar que as Unidades de Mineração, com a retomada da exportação de minério de ferro, Siderurgia e Transformação do Aço, foram as que contribuíram para este aumento, impulsionadas pelo aumento de volume de vendas.

Ainda, no 3T17, as despesas com vendas foram de R$63,0 milhões, contra R$65,6 milhões no 2T17, uma redução de 4,0%, principalmente devido ao menor impacto negativo de provisões para devedores duvidosos, que no 3T17 foram R$7,3 milhões, contra 16,3 milhões no 2T17.

Já o Ebitda ajustado, este totalizou R$452,8 milhões no 3T17, contra R$749,9 milhões no 2T17, uma redução de R$297,1 milhões, principalmente devido aos efeitos não recorrentes do reconhecimento de R$201,1 milhões referente ao acordo com a Porto Sudeste, líquido de despesas, no 2T17 e da adesão da companhia ao Programa Regularize, no 3T17, no valor de R$39,7 milhões.

Ainda no que diz respeito ao indicador acima mencionado, é importante mencionar que o mesmo é calculado a partir do lucro líquido do exercício, revertendo o lucro das operações descontinuadas, o imposto de renda e contribuição social, o resultado financeiro, depreciação, amortização e exaustão, e a participação no resultado de controladas em conjunto e coligadas e desconsidera impairment de ativos.

Assim sendo, o Ebitda ajustado considera a participação proporcional de 70% da Unigal e outras controladas em conjunto.

Como resultado, no 3T17, a companhia registrou lucro líquido de R$75,9 milhões, contra R$175,7 milhões no 2T17 e um prejuízo de 107 milhões no mesmo período ano passado.

Já ao que se refere ao endividamento financeiro da Usiminas, em 30/09/17, a sua dívida bruta consolidada era de R$6,9 bilhões, uma redução de R$89,3 milhões em relação à de 30/06/17.

Cabe ressaltar, ainda no âmbito de sua alavancagem, que no 3T17, houve valorização do Real frente ao Dólar de 4,2%, o que impactou positivamente a parcela da dívida em moeda estrangeira, que correspondia a 25% da dívida total nesta data.

Ademais, a composição da dívida por prazo de vencimento era de 13% no curto prazo e 87% no longo prazo, ao passo que a dívida líquida consolidada em 30/09/17 era de R$4,7 bilhões, contra R$5,0 bilhões ao final do primeiro semestre do ano. Dessa forma, o indicador dívida líquida / Ebitda encerrou o 3T17 em 2,4x, contra 2,8x no 2T17, patamar este que consideramos estar compreendido dentro do que julgamos ser saudável para companhias de qualquer segmento.

A Usiminas é uma empresa do setor siderúrgico líder na produção e comercialização de aços planos laminados a frio e a quente, placas e revestidos, bobinas, destinados principalmente aos setores de bens de capital e de bens de consumo da linha branca, além da indústria automotiva e, apesar de sua redução de dívida no último trimestre, além do aumento de sua posição de caixa, preferimos seguir fora do negócio até que se consolide o processo de retomada de performance e melhoria da companhia e  do seu segmento de atuação no médio prazo.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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