A Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) informou que recebeu, no último dia 06, autorização da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP) para aplicar o índice de reposicionamento tarifário de 7,8888% em relação às tarifas vigentes na conta de água.

De acordo com a Sabesp, a ARSESP aprovou também a deliberação com as novas tabelas tarifárias que será publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo hoje (10) e que passará a vigorar após 30 dias de sua publicação.

 

A Sabesp é uma empresa brasileira que detém a concessão dos serviços públicos de saneamento básico no Estado de São Paulo, e que apresenta como seu principal acionista o governo do estado, que controla a gestão da companhia, custodiando 50,3% do seu capital social da empresa.

Entendemos que a referida notícia do reajuste tarifário divulgada pela companhia pode ser interpretada como um fator que pode, de fato, amplificar as receitas, e consequentemente os resultados da companhia no médio prazo, que já vinham se mostrando consistentes ao final do segundo trimestre deste ano, com lucro líquido e margem Ebitda satisfatórios, apesar da queda quando comparados ao primeiro trimestre do ano.

Além disso, a Sabesp encerrou o segundo trimestre de 2017 com dívidas de pouco mais de R$ 11 bilhões, com a maior parte dela com vencimento até 2020.

É claro que este é um patamar de dívida bastante elevado, porém, quando a mesma é comparada com o Ebitda anual da companhia, percebe-se que equivale a pouco mais de 2x este índice, ao passo que representa também um patamar de 60% quando comparada o patrimônio líquido da Sabesp.

Entretanto, é importante destacar que grande parte da sua dívida é atrelada a moedas estrangeiras, enquanto que suas receitas são, praticamente na sua totalidade, realizadas em Real.

Todavia, apesar dos aparentes resultados satisfatórios em seus números, o fato da empresa ser uma estatal não nos faz sentir atração pelo negócio, isto por que entendemos que, em companhias com essa característica, os interesses do acionista minoritário são sempre os últimos a serem correspondidos.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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