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A Petrobras, informou ontem (28) que seu Conselho da Administração, em reunião realizada na mesma data, autorizou o protocolo de registro de oferta pública e de companhia aberta da Petrobras Distribuidora (BR) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o pedido de adesão ao Novo Mercado, nível mais elevado de governança corporativa da B3.

O conselho também aprovou a alienação de 25% a 40% da participação acionária detida pela companhia na BR, no âmbito da oferta a ser realizada no Brasil.

Segundo a estatal, “todos os atos necessários para realização da oferta estarão sujeitos à aprovação dos órgãos internos da Petrobras e da BR, bem como à análise e à aprovação dos respectivos entes reguladores, nos termos da legislação aplicável. ”

Contudo, a empresa fez questão de destacar que o referido comunicado não deve ser considerado como anúncio de oferta, e que a realização da mesma dependerá de condições favoráveis dos mercados de capitais nacional e internacional.

Entendemos que o IPO da BR anunciado pela Petrobras faz parte de seu plano de desinvestimentos, sobre o qual a companhia espera arrecadar US$ 21 bilhões até o final de 2018.

Recentemente, nosso sócio fundador Tiago Reis realizou uma entrevista com Guilherme Affonso Ferreira, na qual o mesmo confessou acreditar que a companhia passa agora por um momento de transição relevante, no qual começaram-se a diminuir as notícias negativas, ao passo que se aumentam as positivas.

Todavia, mesmo com os recentes anúncios de descobertas de novas de jazidas, além da notícia dos arremates de importantes blocos para exploração de petróleo e gás natural no leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizado no último dia 27, e constantes melhoras resultados econômico-financeiros demonstrados nos últimos balanços da Petrobras – em especial ao que se refere ao segundo trimestre do ano – seguimos com nosso posicionamento em relação à maioria das companhias estatais, em especial às empresas ligadas aos recentes escândalos divulgados por toda a imprensa no âmbito da operação Lava-Jato, que enaltecem desvios bilionários dos caixas da companhia em favor de contratos firmados com políticos e os principais diretores da petrolífera.

Seguimos acompanhando de fora o desenrolar dos fatos da estatal e suas controladas.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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