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A Petrobras veio à público informar, por meio de nota divulgada no último dia 22, que decidiu colocar à venda suas concessões em 19 campos terrestres localizados no Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe, dando continuidade ao programa de venda de ativos. No referido comunicado, a companhia informou que iniciou a etapa de divulgação das oportunidades (Teasers) referentes à venda da totalidade de seus direitos de exploração, desenvolvimento e produção em cinco conjuntos de campos terrestres.

No Ceará, a Petrobras está oferecendo o chamado Polo Fazenda Belém, com dois campos. No Rio Grande do Norte, está à venda o Polo Macau, com sete campos. Já em Sergipe, estão sendo ofertados três polos, o Polo Sergipe Terra 1, com seis campos, o Polo Sergipe Terra 2, com três campos, e o Polo Sergipe Terra 3, com um campo.

Segundo a estatal, a sua parcela na produção média de petróleo e gás natural desses campos, no ano de 2016, foi de 17,4 mil barris de óleo equivalente por dia.

Companhia destacou ainda que é operadora de todas as concessões, com 100% de participação, à exceção do campo de Sanhaçu, (Rio Grande do Norte), no qual a companhia é operadora e detém 50% de participação. A Petrogal detém os 50% restantes.

 

Com uma elevada dívida, a Petrobras deixa cada vez mais claro que tem como prioridade a produção de petróleo nas áreas mais rentáveis, como a produção de petróleo no pré-sal.

Assim, entre os projetos incluídos em seu programa de venda de ativos, estão campos maduros (antigos) e pequenos campos terrestres cuja produção de petróleo não é muito rentável.

Conforme já divulgado anteriormente, a estatal possui um plano de desinvestimento que prevê levantar US$ 21 bilhões com venda de ativos em 2017 e 2018, e ao que tudo indica, os referidos campos terrestres localizados no Nordeste estão incluídos neste pacote de desinvestimentos.

Vale lembrar que, recentemente, a companhia informou que também iniciou o processo de venda da TAG – Transportadora Associada de Gás – companhia que atua no setor de transporte de gás natural, e também da Araucária Nitrogenados (ANSA) e da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), companhias estas também subsidiárias da estatal e atuantes no setor de fertilizantes.

Entendemos que esses desinvestimentos visam, em grande parte, o objetivo de gerar caixa e consequentemente a reduzir parte da dívida líquida que, mesmo vindo apresentando uma gradual redução, ainda continua num patamar que julgamos ser bastante alta, representando ainda pouco mais de 100% do patrimônio líquido da estatal.

Fonte: Economática / Suno Research

 

Mesmo assim, apesar dos recentes anúncios de descobertas de novas de jazidas, recorrentes processos de desalavancagens anunciados e constantes melhoras resultados econômico-financeiros demonstrados nos últimos balanços da Petrobras – em especial ao que se refere ao segundo trimestre do ano – seguimos com nosso posicionamento em relação à maioria das companhias estatais, as quais, de modo geral, enxergamos uma clara ineficiência em suas gestões, em especial em relação às empresas ligadas aos recentes escândalos divulgados por toda a imprensa no âmbito da operação Lava-Jato, que enaltecem desvios bilionários dos caixas da companhia em favor de contratos firmados com políticos e os principais diretores da petrolífera.

Por conta disso, preferimos seguir de fora do ativo por tempo indeterminado.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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