A Marcopolo (POMO4 / POMO3), por meio de nota divulgada ontem (04), comunicou ao mercado que, em relação ao incêndio ocorrido no último dia 03 na área de plásticos da unidade localizada em Ana Rech, Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, não houveram feridos, e que a área de plásticos atingida pelo incêndio é separada da linha de produção de ônibus, razão pela qual nenhum chassi, material ou veículo pronto ou em fabricação foi atingido.

A Marcopolo S/A é um grupo empresarial brasileiro que conta com três empresas – a Marcopolo, a Volare (importante fabricante de miniônibus do Brasil) e o Banco Moneo que atua no mercado financeiro nacional, nas carteiras de investimento, arrendamento mercantil, crédito, financiamento e investimento, viabilizando o acesso a linhas de crédito aos clientes para aquisição de ônibus da Marcopolo – além de uma fundação, a Fundação Marcopolo, que foi criada em 1988 e visa beneficiar a qualidade de vida e o bem-estar dos profissionais da Marcopolo e de seus familiares.

A Marcopolo, principal representante do grupo, é uma empresa transnacional brasileira fabricante de carrocerias de ônibus com sede em Caxias do Sul, no estado do Rio Grande do Sul, e que produz soluções para o desenvolvimento do transporte coletivo de passageiros.

Atualmente, a empresa é a líder do mercado brasileiro no segmento ônibus e posiciona-se entre as maiores fabricantes do mundo, contando com fábricas nos cinco continentes, fazendo, com isso, com que os veículos produzidos pela empresa rodem nas estradas de mais de cem países.

Certamente o referido incêndio a qual a empresa se reportou no comunicado, que atingiu a produção dos plásticos utilizados em seus produtos no último domingo, afetará de certo modo, pelo menos momentaneamente, o ritmo de produção da companhia, o que pode acarretar uma queda de performance nos seus resultados no curto prazo.

Contudo, seguimos considerando a Marcopolo a melhor empresa da sua área de atuação, porém enxergamos também que o setor de carrocerias e ônibus, assim como toda a cadeia automobilística em geral, por ser um setor cíclico, passa por dificuldades claras de desempenho nos últimos anos, por isso preferimos nos manter de fora da empresa nesse momento.

Ademais, com a combinação desses fatores – incêndio e mal momento do setor – preferimos esperar para ver como a companhia irá lidar com esses desafios, ao passo que sugerimos aos investidores que já tem participação na Marcopolo, que mantenham a posição, porém não recomendamos a entrada nesse momento.

Preferimos esperar para ver o desencadeamento dos fatos.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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