Por: Tiago Reis

Radar do Mercado: Hypera (HYPE3) sobre a conclusão do trabalho investigativo do MPF: “Operação Tira-Teima”

A Hypera informou que o comitê independente formado em 2018 para apurar as acusações levantadas pela operação “Tira-Teima”, do Ministério Público Federal, concluiu que houve pagamentos indevidos feitos pela companhia farmacêutica.

Em 2016, a empresa foi alvo da Lava-Jato por pagamento de propinas a senadores do MDB. Após a delação de Nelson José de Mello, a Procuradoria Geral da República (PGR) descobriu que o ex-diretor havia omitido outros pagamentos e nomes de participantes do esquema.

Os trabalhos adicionais de apuração interna realizados até a data dos fatos e indícios apontados no trabalho apresentado pelo Comitê Independente apuraram que foram realizados pagamentos comprovadamente indevidos pela companhia, no valor de R$ 110,557 milhões, além dos R$ 33,195 milhões que já tinham sido objeto de Instrumento de Transação firmado com Nelson José de Mello, pelo qual o ex-administrador reconheceu a sua obrigação de indenizar a empresa, como foi informado no Fato Relevante de 28/06/2016.

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A companhia informou que não há pessoas envolvidas nas irregularidades apuradas que sejam administradores da empresa ou de suas subsidiárias nesta data.

Em acordo realizado pelo comitê tripartite (formado por um membro independente do Conselho de Administração, do Comitê de Auditoria e do Conselho Fiscal) foi aprovado o pagamento pelo principal acionista e fundador da companhia, João Alves de Queiroz Filho.

O executivo pagará o saldo de R$ 110,5 milhões em quatro parcelas, sendo a primeira à vista e as demais na mesma data dos anos subsequentes, “até a sua liquidação integral”.

O valor de R$ 110,5 milhões será pago em quatro parcelas e corrigido pela taxa Selic.

O Conselho de Administração da companhia autorizou que, sob a coordenação e cronograma a ser estabelecido pelo Comitê de Auditoria, sejam avaliadas e atendidas às recomendações feitas pelo Comitê Independente em complemento às medidas já tomadas, visando o aprimoramento dos mecanismos de compliance, governança e controles internos.

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Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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