A Engie Brasil Energia informou que se sagrou vencedora dos lotes B e C do Leilão de Concessões não Prorrogadas – Leilão 001/2017 – promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ontem (26).

No referenciado leilão, a companhia apresentou o maior valor de bonificação pela outorga para a geração de energia elétrica em regime de cotas, observando o percentual de 70% da garantia física das Usinas Hidrelétricas destinado ao Ambiente de Contratação Regulado (ACR).

O valor total das aquisições foi de R$ 3,5 bilhões.

 

A Engie é uma das maiores geradoras privada de energia elétrica do país, operando uma capacidade instalada de 10.290 MW em 32 usinas em todo o Brasil, o que representa cerca de 6% da capacidade do país.

A companhia se destaca também por investir em processos de energias alternativas, isto por que o grupo possui 90% de sua capacidade instalada no país proveniente de fontes limpas, renováveis e com baixas emissões de gases de efeito estufa, posição que tem sido reforçada pela construção de novas eólicas no nordeste do país.

Além disso, o grupo também oferece serviços relacionados à energia, engenharia e integração de sistemas, atuando no desenvolvimento de soluções de telecomunicações segurança e sistemas de gerenciamento de risco, mobilidade urbana, iluminação pública, aeroportos, soluções digitais (plataforma customizada de software), segurança pública e infraestruturas críticas.

Contando atualmente com 3.000 colaboradores, a Engie vem apresentando resultados consistentes e crescentes ao longo do tempo, tendo faturado de receita líquida em 2016 pouco mais de R$ 6,4 bilhões.

Cabe destacar, também, que até então a companhia apresentava uma situação de dívida controlada, com a maior parte dela de vencimento no longo prazo.

Contudo, após o anuncio da aquisição dos parques geradores por R$ 3,5 bilhões, certamente este patamar terá um aumento significativo.

É importante destacar, também, que a empresa apresenta um histórico interessante em distribuição de dividendos, apresentando com frequência, inclusive, o pagamento da totalidade de seus resultados para os acionistas.

Obviamente que, dependendo das condições do provável compromisso financeiro que a companhia virá a assumir com a aquisição destacada, esses dividendos podem sofrer alterações no seu padrão de bonificação no curto prazo.

Em relação aos ativos adquiridos, a companhia informou que apresentou o maior valor de bonificação pela outorga para a geração de energia elétrica em regime de cotas, observando o percentual de 70% da garantia física das Usinas Hidrelétricas destinado ao Ambiente de Contratação Regulado.

Os ativos comprados foram comprados nas seguintes condições:

 

Lote B: Usina Hidrelétrica Jaguara

Localizada no município de Rifânia (MG), a UHE Jaguara iniciou operação comercial em 1971, com 424 MW de capacidade instalada e 341 MW médios de energia assegurada, tendo sua concessão sido arrematada no Leilão pelo valor de R$ 2.171.000.000,00 (Dois bilhões, cento e setenta e um milhões de reais), pelo prazo de 30 anos, a partir do fim do período de operação assistida.

 

Lote C: Usina Hidrelétrica Miranda

Localizada no município de Indianópolis (MG), aUHE Miranda iniciou operação comercial em 1998, com capacidade instalada de 408 MW e energia assegurada de 198,2 MW médios. Sua concessão foi arrematada pelo valor de R$ 1.360.000.000,00 (Um bilhão, trezentos e sessenta milhões de reais), pelo prazo de 30 anos, a partir do fim do período de operação assistida.

 

Gostamos muito da empresa e também do setor, e entendemos que, a princípio, as aquisições das usinas da Cemig são coerentes com os planos da companhia, isto por que a Engie já havia anunciado anteriormente o seu interesse em investir em novos ativos geradores.

Ao mesmo tempo, lembramos que já apresentamos em nossas carteiras, tanto na Suno Dividendos e na Suno Valor, empresas atuantes do mesmo setor.

Por conta disso, e também por preferirmos, nesse momento, procurar entender melhor como serão os próximos passos da empresa na aquisição destes novos ativos, achamos melhor seguirmos de fora e reforçar nossas recomendações nas ações indicadas nas carteiras, lembrando sempre aos investidores que procurem respeitar seus respectivos preços tetos.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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