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    Radar do Mercado: Cemig (CMIG4) – Estatal desmente informação a respeito de venda de ações da Light

    Radar do Mercado: Cemig (CMIG4) – Estatal desmente informação a respeito de venda de ações da Light

    A Cemig, mediante solicitação de esclarecimentos sobre notícias por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre notícia veiculada no Valor Econômico no último dia 17 sob o título “Saídas para vender Light”, comunicou que “embora as participações, direta e indireta, da companhia na Light S.A. permaneçam entre os ativos listados com priorização para desinvestimento, a Cemig não confirma a veracidade da matéria e informa que não foi consultada pelo referido veículo de imprensa para validar a procedência da informação, procedimento que a Cemig encoraja, visto que em consonância com as melhores práticas de mercado e em benefício de seus leitores”.

    Adicionalmente, a Cemig destacou que, através da divulgação de diversos Fatos Relevantes, vem mantendo o mercado e demais interessados atualizados sobre o tema, não vislumbrando razão, que justifique, na presente ocasião, a divulgação de novo Fato Relevante acerca do assunto.

    Por fim, a companhia salientou que “reitera seu compromisso de divulgar, oportuna e tempestivamente, todo e qualquer fato que seja do interesse do mercado”.

     

    Em relação à notícia veiculada no portal Valor Econômico acima destacada, é importante destacar que na mesma, divulgada na quinta-feira (17), constava que a Cemig “estuda a possibilidade de realizar uma oferta pública para vender ações da Light. Pessoa ligada diretamente às discussões disse ao Valor que essa poderia ser uma opção mais eficiente para atrair grandes grupos interessados. A empresa quer vender sua fatia de 51%, mas não tem conseguido concluir negociações com nenhum dos players com quem tem conversado, adotando o caminho tradicional de negociações – conversas individuais. O interesse manifestado por grandes investidores na Eletropaulo animou os executivos da empresa. A Eletropaulo é alvo de duas ofertas que visam a aquisição do controle do negócio.”

    Conforme destacado pela Cemig, sob solicitação da CVM, tal informação não procede com a realidade, de modo que também não foi consultada pelo referido veículo de imprensa para validar a procedência da informação.

    Ainda no âmbito de tal informação, é cabível mencionar que a Cemig possui uma significativa participação de 26,06% na composição acionária na Light, companhia essa que atua presente em 31 municípios do Estado do Rio de Janeiro, abrangendo uma região com mais de 10 milhões de pessoas e encerrou 2017 com 4.302.179 clientes.

    Com sede na cidade do Rio de Janeiro, o Grupo Light é constituído pelas empresas Light S.A. (holding); Light Serviços de Eletricidade S.A. (Light SESA), de distribuição de energia; Light Energia S.A. (Light Energia), de geração de energia, Lightger S.A. (Lightger), responsável pelo empreendimento PCH Paracambi; Itaocara Energia Ltda. (Itaocara); Amazônia Energia Participações S.A. (Amazônia), para participação no projeto da UHE Belo Monte; Light Esco Prestação de Serviços S.A. (Light Esco) e Lightcom Comercializadora de Energia S.A. (Lightcom), ambas atuando em comercialização; Light Soluções em Eletricidade Ltda. (Light Soluções); Energia Olímpica S.A. (Olímpica); Axxiom Soluções Tecnológicas S.A. (Axxiom), de serviços; Instituto Light, institucional.

    No mais, mesmo se tratando de uma informação incoerente com a realidade, é importante mencionar que o Grupo Cemig comercializa energia através das companhias Cemig Distribuição, Cemig Geração e Transmissão, e companhias subsidiárias integrais – Horizontes Energia, Sá Carvalho, Cemig PCH, Rosal Energia, Cemig Geração Camargos, Cemig Geração Itutinga, Cemig Geração Salto Grande, Cemig Geração Três Marias, Cemig Geração Leste, Cemig Geração Oeste e Cemig Geração Sul.

    Este mercado consiste na venda de energia para consumidores cativos, na área de concessão no estado de Minas Gerais; clientes livres no estado de Minas Gerais e em outros estados do Brasil, no ACL – Ambiente de Contratação Livre; outros agentes do setor elétrico – comercializadores, Geradores e produtores independentes de energia, no ACL e distribuidoras no ACR – Ambiente de Contratação Regulada.

    Entretanto, de acordo com recentes os resultados operacionais da companhia divulgados ao mercado, percebe-se que a situação da Cemig ainda se encontra bastante desafiadora nesse momento, com uma situação de dívida bastante alta, e uma clara dificuldade de gerar caixa de maneira compatível com seus resultados de performance operacional.

    Não bastasse a desafiadora situação atuando em um setor que consideramos ser um dos mais perenes do Brasil, o fato da companhia ser uma estatal – controlada pelo Estado de Minas Gerais – também nos deixa bastante incomodados com o case.

    Independentemente do partido político em questão, entendemos que as estatais, como um todo, tendem a deixar os interesses dos minoritários sempre em último plano, e os números da Cemig desse trimestre reforçam bem esse nosso pensamento.

    Por conta disso, seguimos de fora desse case por tempo indeterminado.

    Tiago Reis
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