O Banco Inter comunicou ontem ao mercado a prévia de seus resultados operacionais do 2º trimestre de 2018. O banco ressaltou, entretanto, que as informações apresentadas são preliminares, não auditadas e sujeitas a revisão.

Dentre os principais destaques do período, a instituição ressaltou o atingimento de mais de 741 mil contas digitais, após abrir mais de 3,6 mil novas contas por dia no mês de junho; adicionalmente, também em junho a S&P elevou o seu Rating em dois notches, de ‘brBBB-‘ para ‘brBBB+’.

O banco lembrou, ainda, que possui 60 mil investidores digitais (que reforçam a sua captação e contribuem para a redução do custo de funding), e clientes em mais de 5 mil municípios brasileiros e em 100% das cidades brasileiras com mais de 20 mil habitantes.

 

Não há como negar que os números prévios relacionados às operações do Banco Inter são expressivos, e retratam de maneira bastante coerente o potencial que existe por detrás desse emergente mercado que vem sendo explorado pelas famosas Fintechs (Financial Technology), empresas tecnológicas e inovadoras e que possuem a impressionante característica de crescimento exponencial e, por consequência, a capacidade de competir operacionalmente com os tradicionais e seculares métodos de serviços financeiros ofertados por instituições financeiras convencionais.

No mesmo comunicado, o Banco Inter evidenciou, também, que o Tarifômetro alcançou R$ 238 milhões no primeiro semestre de 2018, esse valor representa o montante economizado pelos clientes em tarifas, “representando nosso propósito de Revolução Bancária”, como destacou a própria companhia; e que lançou ainda dois novos serviços em sua plataforma financeira digital:

 

– Consórcio de automóveis e motos, com simulação e contratação direto pelo App, aumentando o seu portfólio de produtos e serviços; e

– Portabilidade de salário automática, que acelera a primarização do Banco Inter junto aos clientes;

 

No mais, em meio a tantos ruídos emitidos recentemente na mídia a respeito do Banco Inter sobre um suposto ataque cibernético e consequente vazamento de dados de seus clientes – evento esse que a companhia já se pronunciou a respeito dizendo se tratar de uma inverdade – a informação a respeito da elevação da sua performance no último trimestre se faz bastante expressiva dentro do contexto acima relatado.

Diante de tal conjuntura, reforçamos nosso posicionamento de que o Banco Inter apresenta total capacidade de apresentar um potencial para uma maior expansão de suas operações no médio prazo, e os resultados do primeiro trimestre de 2018 da companhia – o primeiro como companhia aberta – reforçaram bem essa nossa opinião.

Vale lembrar, ainda, que no último dia 26 de abril o Banco Inter concretizou sua oferta pública inicial de ações (IPO), que resultou na distribuição de 39.024.392 ações preferenciais de sua emissão, no valor de R$ 18,50 por ação, resultando na captação bruta de R$ 722 milhões, dos quais R$ 541 milhões foram destinados ao Banco Inter pela emissão primária de ações.

Tal oferta consistiu na distribuição primária de 29.268.294 novas ações preferenciais de emissão do banco e na distribuição secundária de 9.756.098 ações preferenciais de emissão do banco e de titularidade dos acionistas vendedores, incluindo o lote suplementar.

O Banco Inter, que está listado no Nível 1 da B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, iniciou negociação de suas ações no dia 30 de abril de 2018.

A liquidação da oferta ocorreu mediante a entrega de Units (B3: BIDI11) aos investidores, as quais foram desmembradas em 4 ações preferenciais (B3: BIDI4) no último dia 11 de maio, após a homologação do aumento do capital social pelo Banco Central do Brasil.

Ademais, o Banco Inter é um banco múltiplo totalmente focado no ambiente digital, provedor de serviços bancários disruptivos, que possui como um de seus maiores diferenciais a satisfação de seus clientes, ao contrário dos bancos tradicionais, que de maneira geral, oferecem serviços caros e possuem um atendimento mal avaliado.

O Banco, com sua essência fintech, uma estrutura enxuta, que não opera com agências bancárias e nem com um grande quadro de funcionários como os bancos tradicionais, e principalmente, focado na expansão através dos canais digitais, tem crescido de forma expressiva a sua base de clientes nos últimos anos, o que tem possibilitado também um grande crescimento nos resultados do banco, através principalmente da carteira de crédito, conforme foi possível observar em seu resultado trimestral do primeiro quarto do ano.

Além disso, o Banco Inter é o 1º banco 100% digital do país e o único a oferecer uma conta totalmente isenta de tarifas. Ela é a porta de entrada dos clientes para uma completa plataforma digital de serviços.

Atualmente, o banco é uma plataforma digital multisserviços, com estrutura completa para pessoas físicas e jurídicas, instituição financeira focada na concessão de crédito sustentável, com atividades nos segmentos de crédito imobiliário, empresas, consignado e cartão de crédito.

Isto posto, acreditamos que o banco tem tudo para continuar crescendo nos próximos anos e se consolidar cada vez mais em seu segmento, sendo um banco que alia serviços baratos e gratuitos (como conta corrente gratuita, cartão de crédito sem anuidade) com um atendimento e qualidade de serviços satisfatórios aos clientes.

Além disso, com o grande potencial de cross-sell na sua base de novos correntistas (que em geral ainda não utilizaram serviços do banco), além da continuidade da expansão do número de correntistas, o que deve permitir ao banco cada vez mais aumentar sua escala e ganhar eficiência, através da redução do custo por cliente, vemos que o banco tem um grande potencial de elevação de Retorno Sobre Patrimônio Líquido e melhoras nos indicadores de eficiência.

Compartilhe a sua opinião
Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.