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    Radar do Mercado: Banco do Brasil (BBAS3) – alterações para melhorar suporte aos clientes

    Radar do Mercado: Banco do Brasil (BBAS3) – alterações para melhorar suporte aos clientes

    O Banco do Brasil (BB) comunicou, na última sexta-feira (05), que iniciou a adoção de um conjunto de iniciativas para a especialização do atendimento e a melhoria da experiência de seus clientes com o objetivo de racionalizar os processos de atendimento e aumentar o volume de seus negócios.

    Como consequência de tais medidas, segundo reportou a companhia, prevê-se que haverá a ampliação: da equipe de atendimento; do encarteiramento de clientes em escritórios digitais; do encarteiramento de produtores rurais; e do atendimento especializado aos clientes Micro e Pequenas Empresas.

    O banco ressaltou, ainda, que não são previstos impactos relevantes no resultado do BB em 2018, especialmente nas Despesas Administrativas, decorrentes dessas medidas.

    “O BB reitera o seu compromisso de prover serviços e soluções adequadas aos seus clientes e ao público, reforçando o uso de sua plataforma digital como meio de atendimento”, salientou o BB em trecho do comunicado.

     

    Apesar de avaliarmos como sendo uma atitude positiva a ser tomada pelo Banco do Brasil, entendemos que, de acordo com o divulgado, a iniciativa de melhorias no que diz respeito ao atendimento e à experiência dos usuários dos serviços da companhia por parte dos clientes não deve impactar, de maneira direta e significativa, nos resultados do BB em 2018, uma vez que as mudanças não incluem consumo de gastos, mas sim o remanejamento das despesas atuais.

    Neste sentido, é importante destacar que um suposto aumento da margem de contribuição normalmente se faz por consequência do encarteiramento de clientes, mas conforme o destacado acima, o foco da gestão, nesse momento, será o atendimento, além de melhorar a experiência do cliente, principalmente, no aspecto concorrencial.

    Assim sendo, é provável que o BB apresente uma contribuição adicional para melhoria do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês), porém no médio/longo prazo, haja visto que, em tese, tais medidas devem resultar em um aumento nas receitas sem um aumento correspondente dos custos, mas nada muito impactante, em nossa avaliação.

    Ainda em relação ao comunicado feito pelo banco, é possível subentender que tal posicionamento da companhia demonstra uma certa “preocupação” dos bancos públicos em seguir um modelo mais próximo ao dos privados, haja visto que cada vez mais observa-se essas instituições adotando estratégias de canais digitais e inteligência artificial.

    Dito isso, é importante mencionar que, em nossa opinião, quem mais se beneficia dessas corridas operacionais em relação à evolução em termos de gestão observados em ambientes de livre mercado são os clientes, haja visto que melhores serviços tendem a serem oferecendo, na grande maioria das vezes, a preços de mercado ou até mesmo mais em conta, em muitos casos, aumentando a qualidade dos produtos e serviços oferecidos em diversos segmentos da economia.

    Entretanto, mesmo o Banco do Brasil anunciando a iniciativa de realizar tais alterações operacionais, além de ter apresentado um aumento de performance e resultados interessantes no último trimestre, e também carregar consigo o peso de ser um dos bancos com maiores ROE do planeta, não nos sentimos confortáveis para indicar para nossos clientes a compra de suas ações por dois motivos: o primeiro é por acharmos que o preço de suas ações se encontrarem acima do seu real valor e segundo pelo fato de ser um banco controlado pelo governo.

    Como sempre gostamos de salientar, sentimo-nos mais seguros e confortáveis para indicar empresas do setor privado, muito disso devido ao cenário político corrupto e manchado por condutas antiéticas que não dizem respeito a apenas um ou dois partidos políticos especificamente, mas sim a toda a conjuntura governamental de nosso país, modelo pelo qual, infelizmente, o Brasil sempre se encontrou submetido ao longo de sua história.

    Se tivéssemos que indicar a associação com empresas rentáveis estatais, o faríamos a preços descontados, o que não é o caso do Banco do Brasil nesse momento, visto que a companhia fechou o pregão de sexta-feira (05) com suas ações – BBAS3 – cotadas a R$ 33,67.

    Como sempre destacamos, estatais rentáveis e que valem a pena se associar, só se estiverem “de graça”.

    Como não é o caso do Banco do Brasil nesse momento, preferimos esperar de fora até que alguma janela de oportunidade ofereça uma boa margem de segurança a nossos assinantes.

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    Tiago Reis
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