Queda do dólar
Por: Tiago Reis

Queda do dólar: saiba como a variação cambial influencia seus investimentos

Existem muitas fatores econômicos que afetam os investimentos, não importando o perfil do investidor. Um deles é a a variação cambial — tanto com a alta quanto com a queda do dólar.

Mas ao contrário da desvalorização cambial, a queda do dólar, na maioria das vezes, é benéfica para os investidores internos de um país. Além disso, esse movimento também é reflexo de uma melhora na economia local — já que mais moeda estrangeira está entrando no país.

Como a queda do dólar influencia os investimentos?

A influência da queda do dólar é gritante para quem investe em moeda estrangeira, atingindo diretamente a sua rentabilidade. No entanto, outros tipos de investimento, como os de renda fixa ou da Bolsa de Valores, sofrem interferência positiva da oscilação da moeda norte-americana.

Porque o dólar pode entrar em queda?

Queda do dólar

A queda do dólar e seu aumento, ou seja, a variação dessa moeda, ocorre a partir da oferta e da demanda do mercado de câmbio. Ou seja, quando entra muito dólar em um país, a moeda local se valoriza e o dólar se desvaloriza.

Ao mesmo tempo, uma saída de dólares significa a desvalorização da moeda local e um aumento no câmbio do dólar.

Normalmente, as principais razões para essa variação acontecer são:

  • Juros: se as taxas de juros no Brasil aumentam, muitos investidores escolhem investir aqui e não nos Estados Unidos para que seu dinheiro renda mais. Isso leva a uma queda na cotação do dólar na economia nacional, com o aumento da circulação dessa moeda no país;
  • Balança comercial: referem-se ao número de importações e exportações em um país. Quanto mais a balança comercial do Brasil atinge um saldo positivo, mais dólares entram, o que faz a cotação do dólar cair;
  • Risco-país: quanto mais baixo for o grau de instabilidade de uma nação, mais investidores, e assim a quantidade de dólares no mercado afeta o câmbio;
  • Commodities: são artigos comercializados sem qualquer tipo de alteração, como minérios, petróleo e energia. Os preços dessas mercadorias afetam a queda do dólar, visto que eles são constantemente importados e exportados;
  • Intervenção do Banco Central (BACEN): tenta conter a inflação através da regulação das taxas de juros e da variação cambial. O BACEN pode injetar ou retirar dólares do mercado brasileiro, com medidas como aumento ou redução de impostos e da taxa básica de juros (Selic), além da venda de títulos públicos em dólar.

Como a queda do dólar afeta a economia?

O dólar é moeda de referência no mercado internacional. Assim, sua oscilação afeta diretamente as relações entre os países, ainda que os Estados Unidos não estejam envolvidos.

Por outro lado, a taxa de câmbio influi não apenas nas transações internacionais, mas na inflação e nos preços da economia nacional.

Com a oscilação do dólar, não somente produtos importados têm os preços alterados, mas bens de consumo produzidos no Brasil, como os produtos rurais e industriais. E qual o motivo? É que muitas matérias-primas e maquinários possuem preços em dólar.

Assim, com a queda do dólar, os preços dos produtos importados ficam mais baratos e o dos nacionais sobem, e vice-versa. Na alta do dólar a indústria nacional é fortalecida.

Uma vez que afeta a economia, a queda do dólar incide sobre os investimentos.

A relação da queda do dólar com cada investimento

A queda do dólar pode ter influência direta na maioria dos investimentos — tanto positivamente quanto negativamente:

  1. Poupança: é o investimento mais popular, e a oscilação do dólar não influi diretamente nela. No entanto, os rendimentos são poucos;
  2. Fundos cambiais: a oscilação do dólar toca diretamente esse tipo de investimento, o qual possui rendimento prefixado atrelado à variação cambial, quer dizer, se o dólar cai, o fundo deve perder rentabilidade;
  3. Renda fixa: também sofre influência da variação do dólar, mas não de forma direta. A queda do dólar, em geral, proporciona uma inflação mais controlada, o que faz com que os juros caiam e assim as aplicações como CDB, Tesouro Selic, Tesouro IPCA+, LCI e LCA percam rentabilidade;
  4. Ativos prefixados: ao contrário do caso anterior, investimentos como Tesouro Prefixado ou CDBs prefixados pagam sempre o mesmo rendimento, ainda que o dólar sofra queda. Entretanto, a subida da moeda norte-americana e das taxas de juros não beneficiam tais aplicações;
  5. Bolsa de Valores: as negociações de ações sofrem influência da variação do dólar, as quais, às vezes, são sutis. Quando o dólar cai, o que leva ao fortalecimento da economia nacional, os papéis de empresas nacionais tendem a ter melhor desempenho, mas isso nem sempre acontece. Há o caso das companhias exportadores, que sofrem com a queda do dólar, ao contrário das importadoras;
  6. Fundos multimercados: apresentam muitos tipos de ações, títulos públicos, commodities e moedas, e têm o objetivo de render mais que a Renda Fixa e se proteger das intempéries da economia, que envolvem as oscilações do dólar.

Como se proteger com a variação do dólar?

Enfim, pode-se perceber que a alta e a queda do dólar e suas consequências afetam diferentes investimentos, em maior ou menor grau. Como lidar com isso? O investidor deve acompanhar o mercado e procurar investir de forma adequada, dentro de seu perfil de risco. Investir sempre envolve riscos, mas eles por vezes proporcionar altas rentabilidades.

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Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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