preferência pela liquidez
Por: Tiago Reis

Preferência pela liquidez: entenda como funciona essa teoria

Em economia, a posse de uma moeda ou de títulos em relação a sua convertibilidade é estudada através de uma teoria chamada preferência pela liquidez.

Este conceito monetário é abordado por Keynes e, consequentemente, por toda a corrente de pensamento keynesiana. Dentro da preferência pela liquidez, explicam-se os fatores que influenciam as pessoas a manterem a pose das moedas.

O que é a preferência pela liquidez?

A preferência pela liquidez é a teoria que sugere que os agentes econômicos possuem uma tendência natural em preferir títulos e ativos mais líquidos.

Logo, os conceitos desta teoria determina que os investidores a segurarem os investimentos por mais tempo. O objetivo da teoria de preferência pela liquidez é estabelecer um prêmio de risco para investimentos de longo prazo.

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O que diz a teoria de preferência pela liquidez?

Segundo a teoria, a preferência pela liquidez considera que os rendimentos de curto prazo devem ser menores que os rendimentos de longo prazo. Assim, o investidor deve ser compensado, de alguma forma, se optar por ativos realizáveis apenas de longo prazo (mais de 1 ano).

Assim, a equalização da taxa de juros do mercado financeiro não será considerada. Quando aplicamos a preferencia pela liquidez determinados qual a quantidade moeda retida e qual o valor da taxa de juros que recompensa a detenção desta moeda.

Portando, a moeda guardada receberá uma recompensa, pois a pessoas renunciaram a “liquidez da moeda”.

Segundo Keynes, a moeda circulante em uma economia não pode ser vista apenas um meio de troca entre os agentes econômicos, mas também como uma reserva de valor. Ou seja, além de ser utilizada para trocar e vende produtos, a moeda também teria a capacidade de conduzir e representar riqueza ao longo do tempo. Logo, além do meio de troca em si, a moeda também seria um ativo.

Por isso, a capacidade de liquidez da moeda, ou seja, a sua convertibilidade, seria um aspecto de segurança e confiabilidade para agentes econômicos diante de qualquer incerteza. Logo, quanto maior a incerteza, mais o mercado tende a valorizar ativos líquidos do que ilíquidos.

O tempo e a taxa de juros através da preferência pela liquidez

De acordo com o keynesianismo, a taxa de juros é um dos fatores principais na preferência pela liquidez dentro de uma economia. Nesse sentido, a taxa de juros seria como um “prêmio”: quanto mais ilíquido o ativo, maior seriam os juros pagos pela sua remuneração.

Na economia, uma das relações financeiras mais estudadas é a relação do tempo e taxa de juros. Mas não de uma forma convencional, como na teoria das expectativas. A liquidez é um fator considerado quando estudamos a preferência, por isso consideramos então:

  • Se o ativo tem liquidez;
  • A oferta por crédito;
  • Data de resgate do título.

Como a oferta de crédito se relaciona com a liquidez?

Quando consideramos os fatores acima temos o que caracterizamos como procura por crédito. Assim, surge a oferta de crédito. Esta oferta é analisada pelos investidores.

Uma oferta depende inicialmente das escolhas de bancos e instituições financeiras. Pois são estes que disponibilizam ao mercado o crédito aos investidores. Somente os bancos conseguem consultar sobre a quantidade de moeda circulando no mercado.

Os investimentos dos bancos podem determinar um aumento de renda logo na fase inicial da criação das moedas. Em outras fases, os títulos ou dinheiro, serão associados as moedas já existentes no mercado e ao fluxo da poupança. Esta é a fase que atrai quem procura por crédito.

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Afinal, é a fase que mostra a liquidez do investimento. Quando aplicado por empresas, o processo é realizado com objetivo de atender novos investimentos. Assim temos uma estrutura de capital para empresas (ações).

Um ponto importante da teoria é estudar a demanda pela moeda. Isso porque quanto maior ela for essa demanda, maior será preferência pela liquidez. Em contrapartida a demanda por serviços e bens de consumo serão menores. Por isso, o nível de empregos pode cair e afetar a economia. Não deixe de saber sobre as notícias econômicas: faça parte do WhatsApp da Suno e receba conteúdos exclusivos sobre finanças e economia diretamente no seu celular.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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