O mercado de capitais é um mecanismo aonde se reúnem empresários e investidores para fazer negócios: compra e venda de participação em empresas.

Ao fechar negócios, o dinheiro movimentado financia empresas ou provém liquidez para alguém que financiou no passado.

Os recursos financeiros financiam empresas que geram empregos, pagam impostos, adquirem produtos e serviços de terceiros e criam inovações que empurram o desenvolvimento para frente.

O mercado de capitais não é a solução de todos os problemas do planeta. Mas ele é parte importante da engrenagem do desenvolvimento.

O aço, que permite a construção de prédios e pontes, teve sua produção financiada pelo mercado de capitais quando Andrew Carnegie abriu capital da sua empresa.

A Ford, que massificou a produção de automóveis, também utilizou o mercado de capitais para financiar sua expansão.

A própria Apple, de Steve Jobs, se socorreu junto ao mercado de capitais (em uma transação que envolveu a Microsoft) para se salvar da falência, e hoje é a maior empresa do mundo em valor de mercado.

Como seria a sua vida sem automóveis e smartphones? Certamente mais difícil.

E foi o mercado de capitais que financiou estas maravilhas, entre outras.

Não é coincidência que os países que tem o seu mercado de capitais mais desenvolvido são também os países mais prósperos.

Mas vamos ser realistas. Nem todo mundo tem vontade de empreender.

Tem gente que gosta de ser professor. Tem gente que quer ser policial. Tem gente que quer ser médico.

Ainda bem. A sociedade precisa de profissionais de todas as profissões.

E o mercado de capitais permite que estas pessoas participem dos maiores projetos empresariais do país ao mesmo tempo em que exercem a profissão que amam.

É possível ser um médico-banqueiro ou um bombeiro-industrial.

Conheço um ex-feirante, que se tornou milionário na bolsa. Essas histórias precisam ser contadas.

E todo mundo pode ser sócio de boas empresas com apenas mil reais.

Obviamente, a sua participação na empresa será proporcional ao número de ações possuídas.

Então, quanto maior a sua participação maior serão os dividendos recebidos.

Infelizmente ainda existem alguns mitos sobre o mercado de capitais. Alguns dizem “no mercado de capitais só tem bandido”.

Lógico, que existem pessoas mal-intencionadas. Elas existem em todas as profissões.

Existem médicos mal-intencionados. Existem taxistas mal-intencionados. Existem policiais mal-intencionados.

Para isso existe lei. Para punir os transgressores.

E neste sentido, me parece que a Apimec e a CVM têm feito um bom trabalho em punir os desordeiros.

Além disso, o investidor é um sujeito crítico. Ele sabe que não existe almoço grátis. É uma pessoa que faz conta.

E, por conta disso, ele toma decisões melhores em outras esferas de sua vida.

O investidor vota melhor. O investidor pensa no longo prazo até em outras áreas de sua vida, como a saúde.

Eu escrevi sobre isso em um Suno Call outro dia: investidores de valor tem falecido com idades avançadas.

Basta olhar Charlie Munger e Warren Buffett. Ambos bastante lúcidos. Munger tem mais de 90 anos. Buffett tem mais de 80 anos e é o CEO de idade mais avançada entre os presidentes de grandes empresas americanas.

Para ser investidor é exigido uma dose forte de atividade mental. É preciso pensar muito. Eu não sou médico, mas imagino que isso contribua para a longevidade.

Portanto, eu acredito que o mercado de capitais é uma das maravilhas do mundo.

Permite uma combinação única: financiar a prosperidade, lucrar com a participação adquirida, e de tabela o investidor se torna alguém mais pensativo e que possivelmente vive mais.

Eu acredito no mercado de capitais. E é nossa missão aqui na Suno levar essa mensagem para cada vez mais pessoas.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.